Solidariedade

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Foto: Blog "tododiaumtextonovo"

quinta-feira, 19 de julho de 2012

19/07/2012 17h41 - Atualizado em 19/07/2012 17h55 Cachorro sobrevive após oito dias preso em contêiner que ia para a Índia

Animal foi encontrado no Porto de Santos, durante inspeção da Alfândega.
Donos do cachorro foram localizados no interior de São Paulo.

Do G1 Santos
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Bolinha passou oito dias presa em contêiner (Foto: Divulgação / Receita Federal)Bolinha passou oito dias presa em contêiner (Foto: Divulgação / Receita Federal)
Se em um momento de puro azar uma cadelinha assustada com fogos de artifício resolveu se esconder em um contêiner, que seria lacrado em seguida, pode-se dizer que por muita sorte a cachorra foi encontrada bem, oito dias após o incidente. Bolinha, como a cachorra é chamada, viajou de Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, até o Porto de Santos, no litoral do estado, onde foi encontrada por funcionários da Alfândega. A cachorra foi encontrada no dia 4 de julho, mas a história foi divulgada apenas nesta quinta-feira (19) pela Receita Federal.
Uma empresa do interior paulista despachou para exportação uma máquina agrícola desmontada, acondicionada em doze contêineres. O equipamento seria enviado para a Índia. Durante 30 dias, esta mesma empresa havia efetuado mais de 20 exportações para diversos países e nenhum destes despachos havia sido alvo de conferência fiscal.
Contêiner onde cadela foi encontrada (Foto: Divulgação / Receita Federal)Contêiner onde cadela foi encontrada
(Foto: Divulgação / Receita Federal)
O destino de Bolinha parecia certo mas, poucas horas antes do contêiner ser enviado para a Ásia, a carga acabou sendo selecionada para passar por uma conferência física. O servidor responsável pela conferência decidiu abrir todas as cargas e, para surpresa dos funcionários, a cadela vira-lata, de cor preta, saiu correndo do compartimento, bastante assustada. Após a inspeção do contêiner, funcionários encontraram algumas caixas de papelão bastante roídas, e concluíram que o animal comeu o papelão em desespero por causa da fome.
Bolinha foi alimentada e levada ao veterinário. Funcionários da Alfândega entraram em contato com a empresa responsável pelo despacho da carga e descobriram que a cadela estava sendo procurada em Santo Antônio do Pinhal. Bolinha era a mascote do galpão da fábrica. Comovidos com a história de sobrevivência, o dono da fábrica pediu para um motorista buscar a cachorrinha e levar de volta para o interior de São Paulo.

http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2012/07/cachorro-sobrevive-apos-oito-dias-preso-em-conteiner-que-ia-para-india.html

sexta-feira, 9 de março de 2012

A ponte do Arco-Iris

 Para os meus amados amiguinhos e para todos os outros que se foram dessa vida, acarinhados ou maltratados. Eu os amo muito.
 
 
"Neste lado do paraíso existe um lugar chamado Ponte do Arco-Íris. Quando um animal morre, aqueles que foram especialmente queridos por alguém, vai para a Ponte do Arco-Íris. Lá existem campos e colinas para todos os nossos amigos especiais, pois assim eles podem correr e brincar juntos. Lá existe abundância de comida, água, e raios de sol, e nossos amigos estão sempre aquecidos e confortáveis. Todos os animais que já ficaram doentes e velhinhos estão renovados com saúde e vigor; aqueles que foram machucados ou mutilados estão perfeitos e fortes novamente, exatamente como nós nos lembramos deles nos nossos sonhos, dos dias que já se foram.
Os animais estão felizes e alegres, exceto por uma coisinha: Cada um deles sente saudades de alguém muito especial, alguém que foi deixado para trás. Todos eles correm e brincam juntos, mas chega um dia quando um deles para de repente e olha fixo na distância. Seus olhos brilhantes estão atentos; seu corpo impaciente começa a tremer levemente. De repente, ele se separa do grupo, voando por sobre a grama verde, mais e mais rápido.
Você foi visto e quando você e seu amigo especial finalmente se encontrarem ficarão unidos num reencontro de alegria, para nunca mais se separar. Os beijos de felicidade vão chover na sua face; suas mãos vão novamente acariciar tão amada cabecinha, e você vai olhar mais uma vez dentro daqueles olhos cheios de confiança, que ha muito tempo haviam partido da sua vida, mas que nunca haviam se ausentado do seu coração. Então vocês, juntos, cruzarão a ponte do Arco-Íris."
http://www.portalnossomundo.com/site/anjos.html

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Filhotes de cachorros são resgatados em casa abandonada em Osasco

04/02/2012 07h14 - Atualizado em 04/02/2012 12h50o

Seis cães foram encontrados na terça (31) em casa na Vila Menck.
Vídeo foi postado na internet com as imagens do resgate.

Do G1 SP
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Cachorra Kim foi a última a ser encontrada; embaixo de pilha de lixo (Foto: Fabiano Correia/ G1)Cachorra Kim foi a última a ser encontrada; embaixo de pilha de lixo (Foto: Fabiano Correia/ G1)
Seis filhotes de cachorros foram encontrados em uma casa abandonada no bairro de Vila Menck, em Osasco, na Grande São Paulo, na terça-feira (31). Aline Aragoni, recepcionista de 30 anos, participou do resgate e postou um vídeo na internet nesta sexta (3) que mostra como foi a ação (veja trecho ao lado).
“Os antigos inquilinos saíram da casa e deixaram os filhotes trancados lá dentro. A gente teve que chamar um chaveiro pra arrombar o portão e entrar”, conta Aline. Um grupo de quatro pessoas foi até o local na segunda-feira (30) e deu comida para os animais. O resgate foi feito na terça. “Quando os cachorros perceberam que a gente estava entrando, eles se esconderam em uns buracos, na tubulação que estava aberta, e por isso foi difícil encontrá-los.”
A casa, que fica na Rua Joaquim Nabuco, estava abandonada havia três dias. Os inquilinos saíram do local sem pagar o aluguel e deixaram para trás uma residência em péssimas condições. Tatiana Tiemi, que gravou o vídeo do resgate, conta que eles estavam na casa havia cerca de quatro anos. “Meus tios moram no Japão e alugaram a casa há uns quatro anos. Eles nunca pagaram o aluguel e estavam para ser despejados, aí foram embora”, conta.
Aline Aragoni levou os seis filhotes para sua casa (Foto: Fabiano Correia/ G1)Aline Aragoni levou os seis filhotes para sua casa
(Foto: Fabiano Correia/ G1)
Ao chegar à casa, na terça-feira, uma das cachorras logo apareceu. Um segundo filhote foi encontrado ao lado da tubulação do banheiro. No cômodo, o grupo apenas conseguia ouvir o choro de outro cachorro e, por isso, começou a quebrar o piso para tentar encontrar os demais. Três filhotes foram encontrados embaixo das lajotas.
Na saída, o choro de outro cão chamou a atenção deles. O sexto filhote, chamada posteriormente de Kim, estava escondido embaixo de escombros que eram usados como uma rampa na saída do terreno. “Eu ouvi o choro de um cachorro e comecei a mexer no lixo. Aí encontrei a Kim lá no meio”, diz José Neto, que também ajudou a destruir o piso do banheiro.
Os filhotes, que têm cerca de 2 meses de vida, foram levados para a casa de Aline Aragoni. De banho tomado e bem alimentados, eles esperam agora encontrar pessoas dispostas a adotá-los. “Eu já tenho três animais em casa. Com mais seis fica muito difícil, por isso preciso que alguém adote”, afirma Aragoni.
Os antigos inquilinos estão desaparecidos e, por isso, nenhum boletim de ocorrência sobre maus-tratos foi registrado. Quem tiver interesse em adotar um dos filhotes pode entrar em contato com Aline pelo e-mail alnaragoni@gmail.com.
José Neto, Aline Aragoni, Tatiana Tiemi e Victor Guisller participaram de resgate dos filhotes (Foto: Fabiano Correia/ G1)José Neto, Aline Aragoni, Tatiana Tiemi e Victor Guisller participaram de resgate dos filhotes (Foto: Fabiano Correia/ G1)
 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/02/filhotes-de-cachorros-sao-resgatados-em-casa-abandonada-em-osasco.html

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Veterinária que adotou Titã vira símbolo de proteção aos animais

16/01/2012 18h33 - Atualizado em 17/01/2012 12h36

Animal enterrado vivo ganhou lar e cinco novos amigos.
Profissional ficou assustada com assédio da imprensa.

Alan Schneider Do G1 Rio Preto e Araçatuba
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Titã mora com três cadelas e um gato na casa da veterinária (Foto: Alan Schneider/G1)Titã mora com três cadelas e um gato na casa da veterinária (Foto: Alan Schneider/G1)
A veterinária Viviane Cristina da Silva, “mãe adotiva” do filhote vira-lata Titã, símbolo nacional de superação a maus-tratos depois de ficar enterrado por 12 horas no quintal de uma casa em dezembro do ano passado, em Novo Horizonte, no interior de São Paulo, falou ao G1 Rio Preto e Araçatuba sobre a recuperação do animal. A profissional ficou assustada com o assédio da imprensa. O novo integrante da família Silva mora com três cadelas e um gato.
Cachorro fica na porta da clínica ao lado da cadela Zara (Foto: Alan Schneider/G1)Cachorro fica na porta da clínica ao lado da
cadela Zara (Foto: Alan Schneider/G1)
Titã está cada vez melhor e virou o guardião da clínica veterinária. “Ele e outra cadela me acompanham para o trabalho”, disse Viviane. A situação estava muito grave quando Titã chegou pela primeira vez ao local. “Recebi o cachorro e entrei em choque ao saber o que tinha passado. Fizemos os primeiros atendimentos e me encontrei com o pessoal da ONG Protetora dos Animais de Novo Horizonte. Decidimos manter o cachorro na clínica”, disse Viviane.
Pouco mais de um mês em tratamento, Titã superou a todos os procedimentos com firmeza. Uma transfusão de sangue foi fundamental para a recuperação começar a acontecer. “Entramos com a cara e com a coragem para conseguir recuperá-lo. Antes, cada exame que a gente fazia desanimava mais ainda. O estado dele era muito grave. Repetimos vários hemogramas e foi inevitável a transfusão de sangue”, informou.
O otimismo deu as caras e reconquistou o sorriso na veterinária. “Não esperava, mas o que aconteceu com o Titã é que ele se tornou um símbolo de maus-tratos. Além de passar por tudo isso, resistiu de uma maneira inacreditável, lutou mesmo para sobreviver. Na hora que chegou na clínica chorei muito. Falava com ele o tempo todo para ser forte. Acho que me ouviu”, contou emocionada.
As duas primeiras semanas que Titã entrou na vida da veterinária não foram fáceis. A profissional declarou que ficou apavorada com a repercussão na imprensa. “Foi assustador. No começo não sabia lidar com isso. Às vezes parecia que a imprensa estava invadindo a minha privacidade. Depois percebi que devia informações em respeito às pessoas preocupadas com Titã. Não tinha como esconder o estado do animal, sendo que todos torciam pela recuperação da saúde dele. Tive que me acostumar”. Hoje, ela brinca. “Nunca arrumei tanto amigo jornalista em um mês. Aliás, não tinha nenhum”.
saiba mais
Sobre a fama que conquistou com a divulgação do caso, Viviane não se deslumbra. “Vi alguns comentários na internet. Não me considero uma heroína, ou merecedora de algum mérito, vejo isso como sendo a minha obrigação. A partir do momento que escolhi essa profissão, abraço qualquer causa e faço tudo ao meu alcance para salvar a vida de um animal”, enfatizou.
E a paixão pelos bichos não é recente. A decisão de se tornar uma profissional vem de muito cedo. Formada há 4 anos, Viviane diz ter nascido com o desejo de cuidar dos animais. “Uma história que meus pais contam é que aos 4 anos, eu já falava que queria ser veterinária. Eles diziam que viraria uma. Um dia cheguei para a minha mãe e perguntei o que era uma veterinária? Minha mãe explicou que era o médico dos animais. Daí, eu concordei. Mas coloquei uma condição, que todos os animais que cuidasse seriam meus. Uma utopia, infelizmente não é possível fazer isso, mas, com alguns eu consegui, tenho seis e estou muito feliz”, relembrou.
AdoçãoViviane revelou que foi Titã que a escolheu para viver. “O tempo todo o pessoal vinha perguntando se tinha alguém para adotá-lo. A fila era grande. Na verdade eu não estava interessada em ficar com o cachorro, embora já tivesse muito carinho. Foi o Titã que me escolheu. Um dia na minha casa quando tentei tirar uma foto, ele subiu no meu colo e lambeu o meu nariz. Então, olhei e disse: tá bom, eu te aceito. Daí em diante ele ficou comigo”.

Na casa da veterinária, Titã já se sente bem ao lado dos novos amigos Luid, o gato, e das cadelas Cacau, Leona e Zara. “Todas as histórias são marcantes. A primeira que adotei estava na faculdade. Foi uma filhote abandonada na sarjeta com uma pata fraturada. O segundo eu decidi adotar um cachorro que estivesse morrendo quando fosse abrir minha clínica. Me ligaram e fui ver um animal em estado parecido com o do Titã. Levei para casa e hoje é uma vira-lata linda. Recentemente peguei uma poodle doada pela proprietária. Ela veio com uma pele em estado ruim, mas bem alimentada. A dona não tinha condições de tratá-la mais", explicou.
Já os gatos foram abandonados na porta da casa da profissional. “Não estavam maltratados, mas o abandono já é uma covardia. Mia fica na clínica e, Luid, em casa”, contou.
Cachorro receb carinho da nova 'mãe' (Foto: Alan Schneider/G1)Cachorro recebe carinho da nova 'mãe'
(Foto: Alan Schneider/G1)
“Uma coisa que queria para 2012 é que a gente aprendesse um pouquinho com esses, que chamamos de irracional. Para um dia a gente olhar bem no fundo dos olhos deles e não ter vergonha de ser um ser humano”, disse.
Recuperação de Titã
A cicatrização na córnea do olho direito de Titã foi uma surpresa para o oftalmologista Lucas Cossi. “Para mim, na parte oftalmológica, superou as expectativas do olho direito. Acabou cicatrizando sem muitas explicações. Ele é um guerreiro e virou símbolo de como querer viver e lutar contra todos os problemas que atingiram a vida dele”.
Sobre a lesão, Cossi disse que o próprio animal pode ter agravado o local. “O cão pode ter se coçado. É isso que pode ter progredido a ponto de furar o olho direito. Depois de mais um mês, a córnea cicatrizou, uma coisa difícil de acontecer, e não será mais preciso qualquer procedimento cirúrgico. A terra nos olhos incomodou e ele pode ter agravado. O olho direito ainda tem uma visão de 20%, mas enxerga apenas vultos. Já o olho esquerdo está normal”, concluiu.
Titã faz pose no Fusca da veterinária (Foto: Alan Schneider/G1)Titã faz pose no Fusca da veterinária (Foto: Alan Schneider/G1)

http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2012/01/tita-vira-guardiao-de-clinica-veterinaria-em-novo-horizonte-sp.html