Solidariedade

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Foto: Blog "tododiaumtextonovo"

sábado, 21 de agosto de 2010

Mulher salva cachorro jogado no Rio Tietê pelo dono na Grande SP

Homem ameaçou me bater quando chamei a polícia’, conta administradora.
Cão ganhou nome de Tobias, em homenagem a bombeiro que o tirou do rio.

21/08/2010 07h14 - Atualizado em 21/08/2010 07h14
Marcelo Mora Do G1 SP
O vira-lata Tobias foi jogado no Rio Tietê, de ponte em Mogi 
das Cruzes, na Grande São Paulo, porque comeu os ovos que a galinha do 
dono dele havia botadoO vira-lata Tobias foi jogado no Rio Tietê, de ponte em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, porque comeu os ovos que a galinha do dono dele havia botado (Foto: Mariana Albano/Arquivo Pessoal)

Para felicidade do vira-lata Tobias, a administradora de empresas Mariana Albano, de 28 anos, estava no lugar certo, na hora certa. Por volta das 9h30 de quinta-feira (19), quando se dirigia ao trabalho, em Guarulhos, na Grande São Paulo, ela viu quando o cachorro foi jogado pelo próprio dono no Rio Tietê, de uma ponte no centro de Mogi das Cruzes. “Eu estava passando pela ponte de carro e vi três pessoas olhando para baixo. Eu cheguei a ver o cachorro caindo”, contou.
Inconformada, ela parou e desceu do carro. “Questionei as pessoas e uma senhora me apontou o homem que tinha jogado o cachorro. Era um senhor entre 60 e 70 anos. Não era um homem em situação de rua, mas dava para perceber que era alguém carente”, disse Mariana. Em seguida, ela começou a discutir com ele, acusando-o de ter cometido um crime ao jogar o animal no rio.
“Ele me disse: ‘O cachorro é meu. Eu mato na hora que eu quiser’. Ele contou que tinha outros cinco cães e que sabia cuidar deles”, relatou Mariana. Segundo ela, a justificativa dada para que Tobias fosse jogado no rio era porque ele tinha comido os ovos botados pela galinha dele. “O cachorro devia estar morrendo de fome. Ele está muito magro, abatido”, disse a administradora.
Mariana, então, começou a chorar e a gritar, pedindo ajuda para que o cachorro não morresse afogado. O homem, vendo o desespero dela, a ameaçou. “Ele veio pra cima de mim, ameaçando me bater, quando peguei o celular e disse que iria chamar a polícia. Eu gritava e chorava e, mesmo assim, ninguém parou para ajudar.” Em seguida, o homem fugiu de bicicleta.
A segunda parte do drama teve início diante da resistência da polícia em atender a ocorrência. Ela, inicialmente, foi orientada a acionar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município. Ao afirmar que se tratava de um crime federal maltratar animais, conseguiu que fosse enviada uma equipe ao local. Em seguida, ligou para o Corpo de Bombeiros.
Enquanto isso, Tobias lutava para não ser arrastado pela correnteza nem morrer afogado. Com muito esforço, ele conseguiu nadar até a margem do rio, cujo ponto é ladeado por muros de empresas. “Não tinha como ele sair de lá. Tentei chegar próxima da margem através do muro de uma fábrica, mas a pessoa que me atendeu na porta disse que eu não poderia entrar, que aquilo era uma propriedade privada. Eu, às lágrimas, disse que entendia. No entanto, eu precisava resgatar o cachorro, que iria morrer e se ele preferia isso a me deixar entrar”, contou.
Homenagem
Os bombeiros chegaram pouco tempo depois. Segundo Mariana, um deles desceu por uma corda até a margem do rio e conseguiu atrair o cachorro, que estava assustado. Depois, amarraram o cachorro por uma corda e conseguiram erguê-lo até a ponte. Aos policiais, ela forneceu a descrição do homem que jogou o cachorro no rio e, em seguida, entrou em contato com a Delegacia Regional de Proteção do Alto Tietê, localizada em Mogi das Cruzes. “Em cinco minutos, o delegado veio ao local me atender. Tiramos fotos do cachorro e ele garantiu que iria divulgar o caso para encontrar o responsável."
O cachorro ganhou o nome de Tobias em homenagem ao sargento dos bombeiros que o tirou do rio, de acordo com a administradora. O animal foi levado para a casa da mãe, também em Mogi das Cruzes, onde foi alimentado e medicado. O próximo passo agora será encontrar um novo lar para o cão. “Vamos deixá-lo prontinho para ser doado.”
Apesar de já ter retirado das ruas e ter conseguido doar mais de 20 gatos e cerca de dez cachorros, ela não se considera uma protetora de animais. “Era algo que eu fazia individualmente, sem pedir qualquer ajuda. Faz pouco tempo que descobri na internet essa rede de protetores”, afirmou.
No dia 23 de dezembro de 2009, ela resgatou um cão da raça fila que viu desmaiado no acostamento da Rodovia Mogi-Dutra. “Ele estava machucado quando o encontrei. Depois que ele foi tratado e alimentado, ele dormiu por três dias seguidos. Agora, está na minha mãe também. Dei o nome de Klaus, em homenagem a Santa Klaus, porque o encontrei perto do Natal. É o cão mais doce que já vi”, contou.
http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/08/mulher-salva-cachorro-jogado-no-rio-tiete-pelo-dono-na-grande-sp.html
 

terça-feira, 17 de agosto de 2010

‘Protetores’ bancam hotel para cães resgatados nas ruas de SP

17/08/2010 12h33 - Atualizado em 17/08/2010 14h59

Gasto pode variar de R$ 250 a R$ 450 por mês, conforme o porte do animal.
Grupo usa a internet para trocar informações e conseguir doação dos cães


Marcelo Mora Do G1 SP
A publicitária Iracema Lima é recebida com festa pelo 
'pit-lata' Carlito, mantido em um hotel para animais de estimação em 
Cotia, na Grande São PauloA publicitária Iracema Lima é recebida com festa pelo 'pit-lata' Carlito, mantido em um hotel para animais de estimação em Cotia, na Grande São Paulo (Foto: Marcelo Mora/G1)
‘Amigão’ é o nome que um cão da raça husky ganhou da jornalista Débora Gonçalves ao ser resgatado de uma rua na Casa Verde, na Zona Norte de São Paulo, por volta das 16h30 do dia 30 de dezembro. Na madrugada chuvosa do mesmo dia, ela já havia avistado o cachorro em uma praça próxima à casa dela. Logo na primeira olhada, percebeu se tratar de um animal abandonado.
Ao reencontrá-lo horas mais tarde e diante do estado debilitado e enfermo do cão, decidiu retirá-lo da rua. “Ele estava super mal, com fome, dois tipos de sarna, ferido nas pernas e tinha um problema no quadril”, lembra Débora. Ao seguir o impulso, a jornalista deparou-se com o primeiro obstáculo: para onde levá-lo? Ela mora em um apartamento de dois quartos também na Casa Verde.
Na primeira noite, o husky foi levado para um veterinário, que o medicou. Mas a clínica não tinha condições de abrigar animais. No dia seguinte, Débora o transferiu para uma clínica veterinária que também funciona como hotel para animais de estimação no mesmo bairro.
Lá, Amigão, além da hospedagem, recebeu tratamento veterinário, alimentação e banho. Sem ter onde criá-lo, a solução, provisória, foi manter Amigão no hotel. Com ele já recuperado, Débora passou a enviar e-mails para conhecidos para tentar a doação do animal.
Sem saber, a jornalista passou a conhecer e a integrar um grupo cujos integrantes se autodenominam ‘protetores’ e que utilizam a internet para trocar informações, pedir ajuda e apoiar quem resgata animais maltratados e abandonados nas ruas das mais diversas regiões da Grande São Paulo.
Depois de tratá-los, mesmo que para isso tenham de pagar hospedagem em hotéis, por não ter onde criá-los, essa rede de protetores se mobiliza, então, para encontrar novos lares – estáveis e seguros – para estes animais. Apesar do contato frequente, muitas destas pessoas nem se conhecem pessoalmente. O que as une é a paixão pelos animais.
A história da Débora é semelhante à de muitos protetores, que começaram seguindo um impulso de resgatar um animal abandonado na rua. A grande maioria, no entanto, não para neste primeiro impulso. E passa a dedicar grande parte do tempo – e, em alguns casos, do orçamento – a essa atividade.
A psicóloga e educadora Sônia Zaitune, por exemplo, depois de uma troca de e-mails e de telefonemas com outros protetores, pegou seu carro no início da noite de segunda-feira (9) e se dirigiu às pressas para a Avenida Rebouças, quase na interligação com a Avenida Consolação, na região da Paulista. No local, havia três cães amarrados em pleno canteiro central, no meio do trânsito caótico do horário de pico na capital.
A vira-lata Vitória foi um dos animais resgatados por um 
protetor; depois de recuperada, ganhou um larA vira-lata Vitória foi um dos animais resgatados
por um protetor; depois de recuperada, ganhou
um lar (Foto: Divulgação / Iracema Lima)
Sônia encontrou os animais exatamente onde indicaram para ela, mas não foi necessário resgatá-los. “Os três estavam amarrados, mas pertenciam a moradores de rua, que naquele horário se dirigem a um restaurante que dá refeição gratuita para eles ali perto”, disse.
A psicóloga admite que tenta se controlar, para evitar de recolher novos animais na rua. “Já mexeu no orçamento doméstico e já estou tendo problemas conjugais”, justificou. Por isso, ela tenta mudar sua forma de atuação, mas sem deixar de lado a preocupação com cães e gatos.
“Estou pensando em atuar mais no lado da educação, da prevenção, para evitar que o abandono aconteça”, disse. Hoje, ela mantém quatro cães em dois hotéis distintos, fora os que têm em casa, para economizar. Em dois anos, perdeu as contas de quantos resgatou e, posteriormente, conseguiu a adoção.
A publicitária Iracema Nogueira Lima, por sua vez, começou como protetora há seis anos, tirando da rua um vira-lata que ganhou o nome de Pop e mandando-o direto para um hotel. Desde então, contabiliza mais de 50 animais resgatados. De novembro de 2009 a maio de 2010, ela chegou a bancar 17 cães em uma clínica veterinária e hotel. “Consegui doar todos”, orgulhou-se.
Atualmente, mantém apenas um ‘pit-lata’ – cruzamento de pit bull com vira-lata – de nome Carlito, em um hotel em Cotia, na Grande São Paulo. Ela considera que faz pouco pelos animais abandonados.
“Eu não fazia parte. Você acaba entrando nesta rede do bem e descobrindo gente que faz coisas incríveis. Eu fico com vergonha do pouco que eu faço”, disse, logo após ser recebida com festa e lambidas em uma rápida visita a Carlito. Entre as suas ações, está a meta de pagar a castração de ao menos seis animais por mês. “É importante para fazer o controle demográfico, pois o abandono de cães e gatos é muito grande”, justificou.
Histórias parecidas vivenciaram também a gerente financeira Alessandra de Sanctis e o professor Lincoln Seiji Teshima. Há cinco anos, quando resgatou uma pit bull de rinha das ruas, Alessandra nem imaginava que um dia seria tratada como uma protetora. “Ele estava péssima, toda machucada, dentes serrados, doença de verme, carrapato. Gastei uma fortuna para tratá-la, mas estou com ela até hoje. A partir daí, comecei a reparar em animais na rua”, contou.
De lá para cá, foram mais de 30 animais resgatados, tratados em clínicas veterinárias/hotéis e colocados para adoção. “Isso mexe com você. Passei a não conseguir deixar estes animais na rua. Meu marido passou a entender isso depois que resgatou um poodle”, relatou.
Casa alugada
Já o professor Lincoln, sem condições de pagar hotel, começou a cuidar de cães na rua ou em praças mesmo, a partir de 2004. A atividade ganhou tamanha proporção na vida dele que, em vez de hotel, decidiu pagar R$ 550 de aluguel de uma casa, no Parque Santa Madalena, na Zona Leste de São Paulo, para manter 17 cachorros e oito gatos.
As consequências deste ato de caridade estão interferindo diretamente em sua vida pessoal, apesar de toda a colaboração que obtém de veterinários e outros protetores. “Foi piorando a qualidade de vida. O orçamento já estourou há muito tempo. Virou uma bola de neve. Peço ajuda à rede de protetores para pagar os custos”, revelou.
A atuação da rede de protetores, por outro lado, virou uma oportunidade de negócios. O Hotel e Canil Virtuous, de Cotia, onde o ‘pit-lata’ Carlito está ‘hospedado’, tem capacidade para 70 cães. “Estamos com capacidade completa. Cerca de 98% deles são de ao menos 10 protetores diferentes e estão para adoção”, disse o proprietário Gastón Alonso, de 35 anos.
A mensalidade cobrada varia de acordo com o porte do animal: de R$ 250, pelos menores; R$ 350, pelos médios; e R$ 450, pelos grandes. O preço inclui a hospedagem, alimentação, banho e tosa. Tratamento veterinário e medicamentos são à parte. De acordo com os protetores, o primeiro mês é sempre o mais custoso, dado o grau de debilidade em que se encontra o animal resgatado.
O husky Amigão, que foi abandonado na véspera do Ano Novo e 
que, depois de ser tratado, também foi adotadoO husky Amigão, que foi abandonado na véspera
do Ano Novo e que, depois de ser tratado, também
foi adotado (Foto: Divulgação / Débora Gonçalves)
Tanta dedicação e sacrifício, no entanto, têm a sua compensação para o protetor ao obter a doação do cão. A exemplo de outros protetores, Débora Gonçalves experimentou esta sensação pela primeira vez ao conseguir um lar seguro para o husky Amigão, no final de junho passado.
“Fica um misto de satisfação com preocupação, porque ele estava recuperado, mas não queria que ele voltasse para rua. Então, fiquei me questionando como seria uma família ideal, com um local ideal, espaço amplo, para ele morar, correr. Uma família, da Casa Verde mesmo, se interessou. Levei ele lá, conheci as pessoas e eles gostaram do Amigão. E posso visitá-lo de vez em quando para saber se está sendo bem tratado. Fiquei mais tranquila. E não tem como descrever essa sensação de que ele ganhou um lar. Se não tivesse retirado ele da rua aquele dia, acho que teria morrido de pneumonia ou alguma outra doença”, disse Débora.

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/08/protetores-bancam-hotel-para-caes-resgatados-nas-ruas-de-sp.html

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Abandonar animais é crime e pode dar cadeia

Publicada: 08/07/2010 00:26| Atualizada: 07/07/2010 22:46

Karina Baracho
Cidade
Abandonar animais é crime e pode dar cadeia Publicada: 08/07/2010 00:26| Atualizada: 07/07/2010 22:46
Karina Baracho

Pelo menos no início, ele é o mimo da família, todos querem pegar, brincar e até cuidar, mas com o passar do tempo o animalzinho torna-se um incômodo. Junto com o crescimento vem também o desconforto por tê-lo em casa, além dos altos custos com veterinário, medicamentos, banhos e tosas. Com tanta “dificuldade” na criação, o animalzinho vai parar na rua. Outra razão para o abandono são as viagens de férias. Onde deixar o canino ou o felino torna-se um problema, então, mais uma vez, a solução encontrada é abandonar o bichinho.
Uma lei federal determina que abandonar animais é crime. O cachorro ou gato são dependentes. Comida e cuidados devem ser dados por uma pessoa responsável. “Muita gente não tem condições financeiras para ter um animal. Ele gera gastos, precisa de acompanhamento veterinário, afinal, animais adoecem, precisam de banho, de serem tosados e de vacinação”, diz a presidente da Associação Baiana de Proteção aos Animais (ABPA), Patruska Barreto.
Outro fato citado por Barreto e bastante comum é o abandono por doença no animal. “A pessoa fica desesperada, angustiada com o sofrimento do animal, e acaba abandonando por não ter condições para cuidar”, acrescenta. “Antes de adotar um cachorro ou gato, é fundamental que a pessoa siga algumas regras. Pois o animal é um filho”.
Por este motivo, a associação determina algumas regras antes de a pessoa levar o tão sonhado animalzinho para casa. “Tem que ser maior de 18 anos e toda a família deve concordar com a adoção. Além disso, tem que responder um questionário para ver se aquela raça se adéqua ao solicitante”.
Conforme ela, outra determinação é de que, se for filhote, o bicho será castrado tão logo chegar a idade. “Fazemos também o acompanhamento para ver como está o animal”. Ainda de acordo com Barreto, todos os animais, antes de serem adotados, são vacinados, vermifugados e passam por uma avaliação do veterinário. “Para verificar a saúde. Nenhum deles sai daqui antes de passar por esse protocolo”.
A bancária Rita de Cássia Moura de Azevedo dedica a maior parte do seu tempo livre para cuidar dos animais e participa da Organização Não Governamental Célula-Mãe. “Levo para o veterinário, vacino e dou remédio, além de uma alimentação saudável. Cuido dos animais na minha casa. É pena ter uma residência pequena, pois a minha vontade é ter muito mais”.
Para evitar o abandono em caso de viagens, a bancária informa que existem pessoas que cuidam dos animaizinhos enquanto os donos passeiam. “Muita gente cuida bem por uma média de R$ 50 a R$ 100 por mês.
Assim o proprietário pode viajar tranquilo”, destaca. Acrescenta ainda que é de fundamental importância ter consciência dos cuidados que necessita um animal de estimação. “Não se deve adotar por empolgação, pois ele é como um filho, uma criança pequena”.
Em todas as ruas, vielas e becos do Pelourinho se vê com frequência a presença de animais, principalmente de caninos. Jogados à própria sorte, eles procuram e reviram lixo e dormem nas calçadas em frente às lojas do local, atrapalhando o vai-e-vem de pedestres e a vida dos comerciantes. É comum observar os cães correndo atrás de motos ou impossibilitando que o motorista estacione o veículo.
Castração gratuita – Pensando na qualidade de vida e quantidade populacional de cães e gatos, além de atuar no controle de zoonoses como a raiva, a Prefeitura do Salvador, através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), realiza a castração gratuita de cães e gatos. Cada pessoa tem direito a castrar até três animais entre oito meses a cinco anos de idade.
Inicialmente, o interessado em realizar o processo deve entrar em contato com a Ouvidoria do município, através dos telefones: 156 ou 160, fazer um cadastro e adquirir um número de protocolo.
http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=52737

domingo, 13 de junho de 2010

Menino sobrevive na selva por oito meses com ajuda de macaco

Esse pequeno Tarzan foi encontrado por um pescador. Para sobreviver, Fernando bebia a água e comia a polpa do coco verde. Ele se alimentava também de um caramujo grande.

 Edição do dia 11/06/2010

Beatriz Thielmann Ilha de Príncipe, África
Duas ilhas formam um país inteiro: São Tomé e Príncipe. Para onde quer que a gente olhe percebe-se que os deuses da criação deixaram no local uma assinatura definitiva, a de que não há limite para o belo.
Veja os bastidores das gravações
Mal se vê o país no mapa. Ele é tão pequeno e tão fascinante, encravado na costa da África Ocidental, cercado por todos os lados

Duas ilhas formam um país inteiro: São Tomé e Príncipe. Para onde quer que a gente olhe percebe-se que os deuses da criação deixaram no local uma assinatura definitiva, a de que não há limite para o belo.
Veja os bastidores das gravações
Mal se vê o país no mapa. Ele é tão pequeno e tão fascinante, encravado na costa da África Ocidental, cercado por todos os lados pelo Oceano Atlântico.
Todo o território de São Tomé e Príncipe mede pouco mais de 1.000 km2 que hospedam um santuário no continente africano: uma floresta equatorial. É a mistura perfeita de tons que contrastam com as rochas vulcânicas. As praias estão entre as mais bonitas do mundo.
E as matas, intocadas desde que os portugueses descobriam essas ilhas em 1470, guardam um tesouro. O país africano, de 160 mil habitantes que falam a língua portuguesa, é cheio de encantos e mistérios.
Agora, contaremos uma estória incrível. Até parece ficção, saída de um livro de aventuras infantis. Quem nunca ouviu falar no menino Mogli - o garoto criado pelos bichos em uma das florestas mais fascinantes do mundo? E o Tarzan? São lendas que encantaram gerações e mexeram com a nossa imaginação, mas a aventura que descobrimos nessas ilhas é pura realidade.
O cenário é uma floresta africana. O personagem é uma criança, um menino que com apenas 8 anos teve que enfrentar desafios quase impossíveis de serrem vencidos para sobreviver: mata fechada, medo, bichos que ele nem conhecia, escuro da noite, gritos que ninguém escutava. Durante oito meses, Fernando ficou perdido na floresta.
Pela primeira vez, depois de três anos, o garoto concordou em voltar ao lugar de tantos pesadelos. O acesso requer coragem. A estrada vira caminho, vira atalho, vira desafio. Duas horas e meia depois, chegamos ao ponto onde tudo começou.
O menino nunca tinha visto um boi: animal raro na Ilha de Príncipe. “O boi começou a ir para a mata e comecei a acompanhar boi”, lembra Fernando Neves Umbelino, hoje com 11 anos.
E a curiosidade dele se transformou em um desespero. “Ele foi com o boi a uma longa distância e não conseguiu regressar. Passamos dia e noite à procura dele”, conta Frederico Neves Umbelino, irmão de Fernando.
E nada. Os moradores da cidade, a equipe de resgate: todos foram ajudar nas buscas. “Procuramos durante duas, três semanas, e não o encontramos”, revela Frederico.
Fernando conta que, no princípio, quando viu que estava perdido, ele gritou pelos irmãos e que ninguém escutava. “Sentia vontade de ver meu pai, minha mãe, meus irmãos. Chorei muito. Eu pedi a Deus, ao anjo da guarda para estar com a minha mãe”, diz o menino.
E assim foram os 240 dias e noites que ele passou isolado. “Eu procurei bastante o caminho, mas não consegui ver”, afirma Fernando.
Ele ainda revela que, na hora de dormir, se escondia debaixo de uma pedra. O irmão Frederico conta que a família sofreu muito com o desaparecimento de Fernando: “foi muito difícil. Não comia, passava a vida a chorar”.
Fernanda Neves Umbelino, a mãe do menino, conta os momentos em que mais se lembrava de que o seu filho estava na floresta: “no momento em que eu ia para cama, não via ele ir para cama, e no momento de refeição, em que colocava a mesa e sentia falta dele”.
Mas Gervásio Umbelino, o pai de Fernando, nunca perdeu a esperança: “eu nunca tirei a chave da porta da minha casa, principalmente à noite. A chave estava sempre na porta. A qualquer momento, ele podia aparecer e podia calhar de não estar ninguém em casa, mas, com chave na porta, ele conhece a casa muito bem, ele podia chegar e entrar”.
Na floresta, as lembranças do menino vêm à tona. Fernando faz questão de mostrar como se acomodava quando escurecia. Ele se encaixa com facilidade entre as pedras cheias de limo. Como sempre estava à procura do caminho de casa, trocava de pedras com frequência.
E como nas revistas em quadrinho ou nos desenhos animados, Fernando encontrou na floresta um amigo inseparável: um macaco.
O menino conta que o animal não saía de perto dele, ficava por perto o dia inteiro e a noite toda. O macaco trepava no coqueiro, pegava coco, quebrava o coco e dava para o menino.
Fernando bebia a água e comia a polpa do coco verde. Ele se alimentava também de um caramujo grande, que nasce nos troncos das árvores. Hoje, na vizinhança, ele é conhecido como o pequeno Tarzan. Não faltou valentia para honrar o título.
Quanto mais Fernando tentava achar o caminho de volta, mais ele se distanciava de casa. Um dia, chegou a uma praia selvagem, totalmente deserta, até que avistou um pescador e levou um susto. “Senti medo de ele fazer qualquer coisa má”, revela o menino.
Medo e espanto também foram as sensações do pescador Inocêncio dos Prazeres, quando viu de longe o garoto: achou que era assombração.
“Eu rezei um ‘Pai Nosso’. Comecei a pedir Deus, pedir Jesus Cristo para me ajudar, me dar coragem para chegar perto do menino. Ele saltou de uma ponta a outra e fez um pulo igual a um macaco. Ele não queria que eu chegasse perto dele. Quando segurei ele , ele estava só limo”,
Quando foi encontrado, as roupas de Fernando estavam só trapos. “Ele estava com muito medo. Eu também tive medo”, afirma Inocêncio.
Fernando teria virado o menino da selva? O primeiro a receber a notícia de que ele tinha aparecido foi o pai. A mãe precisou de calmante. Os pais lembram a volta do menino à cidade: “quando chegamos, a praça estava uma multidão. Ele olhou e começou a rir. Mas foi lá que lágrimas começaram”.
Lembrar o reencontro com o filho, naquele dia, traz de volta momentos de dor e de alegria.
A estória de Fernando não termina aí. A aventura revelou o que para muita gente deste lugar ainda era desconhecido: o poder da comida de cada dia dessa população. Quando voltou para casa, nem desnutrido o menino estava. A mãe não tem dúvida. A razão da resistência física ela nos mostra no terreiro de casa.
“Eu faço comida com folha de maquequê, folha de matabaleria. Dou fruta, dou banana”, afirma Fernanda Umbelino, a mãe do menino.
Seria este o segredo da força de Fernando? A aventura do menino na selva pode criar um novo capítulo na história da medicina. Cientistas não conseguem entender por que o garoto não contraiu malária.
Uma hipótese: o maquequê que ele comia todos os dias, em casa, pode ser uma espécie de vacina natural contra a doença. Será que este povo terá descoberto, sem saber, o princípio da comida medicinal?
http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2010/06/menino-sobrevive-na-selva-por-oito-meses-com-ajuda-de-macaco.html

sábado, 1 de maio de 2010

Animais maltratados encontram abrigo em santuário na Colômbia

Villa Lorena abriga 800 animais que sofreram abusos de seus donos.
Administradora do local trabalha em parceria com a polícia.

Simon Romero Do ‘New York Times’
01/05/2010 07h59
COLÔMBIA - De todos os animais que chegam ao abrigo de Ana Julia Torres, as jaguatiricas são maioria. Oito delas foram apreendidas na propriedade de um traficante de cocaína assassinado, que aparentemente colecionava os animais na crença de que qualquer traficante respeitável deve sempre ter oito onças em seu domínio.
Em Villa Lorena, santuário administrado por Ana Julia Torres, vivem centenas de animais resgatados destes traficantes de drogas e guerrilhas paramilitares, além de circos e quadrilhas de contrabando. "Algumas das crueldades que eu vi me envergonham", diz Ana Julia, de 50 anos, diretora de escola e defensora dos direitos dos animais.
O tigre-de-bengala Dany era de um comandante do esquadrão de morte paramilitar colombiano. Trabalhadores do local onde ele foi encontrado disseram que o tigre de 250kg comia carne das vítimas de seu dono. Outro exemplo é o puma Luiz, que pertencia a um traficante da região oeste da Colômbia. Por algum motivo, o dono cortou uma pata do animal.
Algumas espécies não sabiam o que era paz antes de chegar à Villa Lorena. Há alguns anos, Ana Julia cuidou de um macaco-aranha chamado Yeyo, encontrado pela polícia em uma poça de seu próprio sangue, após ser maltratado pelo seu proprietário. Yeyo perdeu um olho com o abuso, e viveu discretamente em Villa Lorena até a sua morte.
Mantida por doações, o santuário abriga 800 animais e segue a filosofia de aceitar qualquer espécie, não importa em que condição esteja. Ana Julia Torres fundou o abrigo há 15 anos e trabalha ao lado da polícia, que apreende animais comercializados ilegalmente.
O policial Eliecer Zorrilla afirma que o local é importante, especialmente para a polícia ambiental. “Se este não existisse, os animais teriam de ser sacrificados”, diz.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/05/animais-maltratados-encontram-abrigo-em-santuario-na-colombia.html

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Seja um apoiador

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Apoie essa causa, pelo bem estar dos animais
"A legitimidade da sociedade para exigir que as demandas ambientais e o respeito à vida sejam pauta obrigatória e fundamentem políticas públicas, assegura iniciativas como este abaixo assinado, que conta com a participação e divulgação de organizações não governamentais, grupos de proteção animal e protetores independentes. Contamos, portanto, com você! Entre em contato para incluir o seu logo e apoiar esta causa. Nosso e-mail é: parceiros@leideprotecaoanimal.com.br"
http://www.leideprotecaoanimal.com.br/?page_id=2

domingo, 11 de abril de 2010

Solidariedade

Infelizmente, nos últimos tempos só vejo notícias tristes. Mas uma coisa se destaca no meio da tristeza: a solidariedade. Tenho observado as fotos de todos os desastres que estão ocorrendo aqui e vejo como as comunidades são solidárias, como pessoas que não têm nenhuma função pública se enterram nos escombros para procurar vizinhos, amigos e até completos desconhecidos. São os primeiros a chegar e os últimos a desistir. Isso me enche de esperança sobre os seres humanos. Vejo também bombeiros heroicos, pessoas que além de fazer o seu trabalho maior, de procurar pessoas sobreviventes, se arriscam por um cãozinho, um gato, que ficaram sob os escombros. Eles não são nominados nas notícias, bombeiros e pessoas da comunidade, mas são os meus heróis desses dias. Parabém a todos, de todos os lugares do mundo onde ocorreram desastres,   pelo amor ao próximo e pelo espírito de solidariedade!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Resgate de cão envolve 50 bombeiros em Los Angeles

Operação para salvar animal que caiu em rio contou ainda com helicóptero.
Da BBC

O resgate de um pastor alemão que havia caído em um rio mobilizou 50 homens e um helicóptero do Corpo de Bombeiros de Los Angeles, na última sexta-feira.

O salvamento foi transmitido ao vivo pelas emissoras de TV a cabo em todos os Estados Unidos.

Joe St. Georges, responsável por ter retirado o cão da margem do rio, foi mordido na mão e sofreu uma fratura no polegar.

Mesmo chamado de heróis, os bombeiros foram bastante criticados pelo tamanho da operação.

Mas o capitão Steve Ruda defendeu o resgate, dizendo que "toda forma de vida é importante" e que o salvamento não retirou homens de outras operações nem gastou mais dinheiro do contribuinte americano.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1463069-5602,00-RESGATE+DE+CAO+ENVOLVE+BOMBEIROS+EM+LOS+ANGELES.html

Homem salva cão nos EUA com respiração boca-a-boca

Inncêndio aconteceu em um prédio em Houston, no Texas (EUA).
Cão recebeu primeiros socorros, pois havia inalado muita fumaça.

Após um incêndio no prédio em que mora em Houston, no estado do Texas (EUA), um homem fez até respiração boca-a-boca para salvar um de seus três cães de estimação, segundo reportagem da emissora de TV "KPRC".

O fogo começou pouco depois da meia-noite da última quinta-feira. Os bombeiros conseguiram retirar os três cachorros do prédio, mas um deles tinha inalado muita fumaça. Foi aí que o dono realizou procedimentos de primeiros socorros para salvá-lo.

De acordo com a emissora "KPRC", ninguém ficou ferido no incêndio que destruiu dois apartamentos e provocou danos em alguns outros. As causas estão sendo investigadas.

Cachorro é resgatado em bloco de gelo à deriva

Cão foi avistado por navio polonês nas águas geladas do mar Báltico.
Da BBC

Um cachorro foi resgatado em um bloco de gelo à deriva em alto mar, a pelo menos cem quilômetros de distância de casa.

O cão estava assustado, molhado e tremendo quando foi retirado do gelo.

Ele foi visto pela tripulação de um navio polonês nas águas geladas do mar Báltico.

Inicialmente, eles pensaram se tratar de uma foca.
Mas, quando se aproximaram, perceberam que era um cachorro e começaram a tentar salvá-lo, primeiro com uma rede, depois colocando o cão em um bote inflável.
O cão foi avistado pela primeira vez em um bloco de gelo à deriva ao longo do rio Vistula, na Polônia, mas bombeiros não conseguiram chegar até ele.

Quando foi resgatado pela tripulação do navio Baltica, ele já havia flutuado cerca de 24 quilômetros em alto mar.

Ele deverá receber o nome de "sortudo" em polonês.

O cachorro está agora se recuperando e, se a tripulação do navio polonês não conseguir localizar seus donos, irá tentar achar um novo lar para ele.

Menino de 3 anos liga para emergência e salva a avó nos EUA

Mãe havia ensinado garoto a ligar para emergência dias antes.
Segundo médicos, avó sobreviveu a AVC graças à reação do neto.
Do G1, em São Paulo

Um menino de apenas 3 anos conseguiu ligar para o número de emergência e salvar a vida da avó em Maple Shade, Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Segundo os médicos, se não fosse a reação rápida do garoto, sua avó, que está internada se recuperando de um acidente vascular cerebral, poderia não ter sobrevivido.
Candance Robbins, mãe de Jaden Bolli, disse ter ensinado ao garoto como discar 911 (número que atende emergências nos EUA) caso algum acidente com alguém da família acontecesse dias antes.
“Eu disse a ele que deveria ligar 911, apertar o botão verde e dizer a eles que precisava de ajuda”, contou a mãe à rede de TV ABC.

Na última sexta-feira, Jaden estava com a avó, Patricia Bolli. Eles brincavam com quebra-cabeças quando de repente Bolli sofreu o ataque. “Eu caí no chão e desmaei”, contou a avó. “Ainda lembro de ouvir Jaden gritando: ‘Vovó, vovó, acorde!”

Minutos depois, o garoto ligou para o serviço 911. Em minutos, polícia e paramédicos estavam na casa em Maple Shade, onde Jaden abriu a porta para que socorressem a avó.

Segundo o pai de Jaden, John Bolli, o fato de ele não ter ficado assustado ou entrado em pânico e não ter ficado tímido durante a ligação foi fundamental para o resgate a tempo.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1466025-5602,00-MENINO+DE+ANOS+LIGA+PARA+EMERGENCIA+E+SALVA+A+AVO+NOS+EUA.html