Solidariedade

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Foto: Blog "tododiaumtextonovo"

domingo, 31 de maio de 2009

Cachorreiras’ lutam para manter abrigo para cães abandonados

Cães são colocados para doação, mas não há interessados.
‘Há preconceito contra vira-lata e cachorro preto’, dizem.
31/05/09 -

Marcelo Mora Do G1, em São Paulo

Vilma Aranaga se diverte com seus 166 cães em uma chácara de São Roque, na região metropolitana de SP (Foto: Marcelo Mora/G1)

Vida de ‘cachorreira’ começa recolhendo bichano abandonado na rua – provavelmente estropiado, com aquela cara ‘pidoncha’ e miado agudo e lamentoso - e segue repleta de dificuldades, principalmente as financeiras. Obviamente que a primeira parte da frase não vale como regra, mas, coincidentemente, as duas ‘cachorreiras’ com quem o G1 conversou começaram suas respectivas ‘criações’ recolhendo um gato na rua.

Atualmente, a professora aposentada Vilma Aranaga, de 54 anos e há seis recolhendo animais de rua, tem 166 cachorros, sendo quatro filhotes, e 24 gatos – estes criados dentro da casa em uma chácara de oito mil metros quatros na cidade de São Roque, em São Paulo.

E a jornalista Renata Bernardis, de 35 anos e que começou aos 8 recolhendo um gatinho, contabiliza 80 cães recolhidos e soltos em um sítio de quatro alqueires em Mairiporã, na Grande São Paulo. E só não tem mais porque a mãe e a tia a proibiram de recolher mais animais.

Ah, cabe a explicação: ‘cachorreira(o)’ é como as pessoas que recolhem e dão abrigo para cães abandonados pelas ruas e praças das cidades se chamam ou se reconhecem. E depois do primeiro são tomadas por uma espécie de febre em querer ajudar estes pobres seres. E não param mais.

Há 10 anos, Vilma retornou do Japão ao lado do marido. Lá, tentou a vida como dekassegui, como são chamados os imigrantes pelos japoneses. Certo dia, ao caminhar pelas ruas do Butantã, na Zona Oeste de São Paulo, deparou-se com um gato abandonado. De repente, foi o começo de tudo. “Ele estava todo queimado de cigarro e abandonado em um campo de futebol. E tinha hidrocefalia (água no cérebro). Por causa disso, o veterinário disse que ele morreria logo. Cuidei dele e não apresentou mais o problema. A Mel morreu há uns três meses”, contou Vilma.

Foto: João José Vieira Foto: João José Vieira

Renata Bernardis, com um dos 80 cachorros que ajuda a criar em um sítio de Mairiporã (Foto: Marcelo Mora/G1)

No caso de Renata, o amor pelos bichos foi herança da avó, que, quando ela nem era nascida, já recolhia gatos e levava para casa no Centro de São Paulo. Recolheu tantos que os vizinhos começaram a reclamar. “Daí meus avós decidiram ir embora com os gatos e foram morar nesse sítio, em Mairiporã. Lá, tinha macaco, cavalo, pato, papagaio, tucano. Cresci no meio dos bichos.”

Aos 7 anos, Renata ganhou patos. “Eu dava uma volta com os patos pelas ruas do Paraíso (região da Paulista). Eles seguem as pessoas. Para mim, era normal aquilo”, relata, divertida. E aos 8, claro, recolheu o seu primeiro gato. “Era um gato preto que miava muito de fome”, recorda.

Preconceito

A partir do primeiro, do segundo, do terceiro e outros cães, ganharam fama de ‘cachorreiras’ e as pessoas começaram a abandonar os cachorros em suas portas. Quase todos legítimos vira-latas, menosprezados em tempos de bichinhos adquiridos e tratados em pet shops e de raças exóticas da moda.

Depois de todos os cuidados com o animal, como limpeza, vacina e medicação, Vilma costuma colocar os cachorros do seu abrigo para adoção, mas esbarra no preconceito das pessoas. “Todos estão para adoção, mas há muito preconceito com vira-lata. E com cachorro preto então nem se fala”, explica, inconformada.

Depois de uma má experiência, Renata desistiu de doar os seus “peludinhos”.

“Uma médica me fez desgostar de adoção. Ela sumiu com o cachorro. Depois da adoção, sempre faço um acompanhamento. Eu liguei e ela me disse que deu para a faxineira. Falei com a faxineira e ela me disse que deixou cair na mudança. Daí eu desisti. Agora, só para amigos”, revela.

Mas antes da dificuldade de se encontrar alguém disposto a adotar um cachorro vem a de mantê-los. São despesas com alimentação, veterinário e castração, para evitar que se reproduzam descontroladamente. Para alimentar os seus 166 cães, por exemplo, Vilma gasta três sacos de 25 kg por dia. No final do mês, são cerca de R$ 3.500,00. “Se precisar tirar do orçamento de casa, eu tiro, mas não deixo faltar para eles”, afirma, orgulhosa.

Como ajudar

Foto: Marcelo Mora/G1 Foto: Marcelo Mora/G1

Cachorros se aglomeram na porta da casa da 'cachorreira' Vilma Aranaga. Lá dentro, cria mais 24 gatos (Foto: Marcelo Mora/G1)

Para mantê-los, Vilma conta com doações. E para que os interessados em ajudá-la neste trabalho possam fazer contato, ela disponibiliza um endereço de e-mail (vilma_aranaga@yahoo.com.br ) e até mantém uma página do abrigo para cães no site de relacionamento orkut.

Renata, por sua vez, recebe ajuda de um distribuidor de ração, além do apoio de veterinários amigos, mas as despesas entre caseiro do sítio, remédios e veterinário, consomem entre R$ 3 mil a R$ 4 mil. E, claro, se desdobra em várias para manter o bem-estar dos cães. “Vou buscar a ração. Acompanho a castração. Levo no veterinário. Mas estou tendo de me conter para não recolher mais animais por uma questão financeira”, lamenta.

Apesar das dificuldades, em momento algum as ‘cachorreiras’ esboçam qualquer suspiro de arrependimento. “Por que eu gosto tanto de animais? Gente, você dá, dá, dá, e de vez em quando recebe algo em troca. E mesmo assim vem uma lambada de vez em quando. Cachorro, você dá, já recebe”, justifica Vilma.

O argumento é parecido com o de Renata. “É uma coisa meio poética. Bicho é mil vezes melhor que ser humano. Não roubam, não matam, não estupram. Não existe animal ruim; existem pessoas que transformam os animais em seres agressivos”, explica. Em resumo, vida de ‘cachorreira’ não é fácil, mas vale a pena. Pois, se não há reconhecimento por parte das pessoas, os cães e gatos, com certeza, agradecem. E muito.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1176136-5605,00-CACHORREIRAS+LUTAM+PARA+MANTER+ABRIGO+PARA+CAES+ABANDONADOS.html

terça-feira, 26 de maio de 2009

Britânicos fazem 81 anos de casados

Frank, de 101 anos, e Anita Milford, de 100, celebraram em família.
Segredos do sucesso do casamento são brigas e romance, dizem eles
26/05/09 -
cesso do casamento são brigas e romance, dizem eles.

Do G1, em São Paulo

Foto: Reprodução Foto: Reprodução

Frank, 101, e Anita Milford, 100, em foto no 'Daily Mail'. (Foto: Reprodução)

Os britânicos Frank, de 101 anos, e Anita Milford, de 100 anos, completaram nesta terça-feira (26) 81 anos de casados.

Eles disseram que o segredo do sucesso do casamento é 'brigar um pouco' e uma 'atitude alegre', além de dedicar tempo um ao outro. Frank diz que ele e a mulher estão muito orgulhosos de terem chegado tão longe.

Anita sugere aos jovens casair que, para que o casamento dure, eles se permitam "um pouco de romance" todos os dias.

Frank e Anita conheceram-se em um baile da Associação Cristã de Moços em 1926 e casou-se dois anos depois em Cornwall.

O casal teve dois filhos, Frank Jr., de 74 anos, e Marie, de 79, além de seis netos e sete netas. A família está comemorando o aniversário em Plymouth.

Frank e Anita detêm o recorde de ser o casal vivo a mais tempo juntos e, segundo o tabloide 'Daily Mail', também devem quebrar o recorde geral -de Thomas e Elizabeth Morgan, mortos em 1891 em Gales- quando completarem 81 anos e 260 dias.

De acordo com o livro Guinness de Recordes, o mais longo casamento registrado foi o dos primos indianos Temulji Bhicaji Narima e Narima, que durou 86 anos, entre 1853 e 1940.

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1168035-5602,00-BRITANICOS+FAZEM+ANOS+DE+CASADOS.html

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Após escapar de sacrifício, cachorra salva dono de incêndio nos EUA

Cadela de 9 anos teve câncer diagnosticado há duas semanas.
Caso aconteceu no estado de Michigan.

25/05/09 -

Do G1, em São Paulo, com informações da Associated Press

Foto: Reprodução/Grand Rapid News/mlive.com Foto: Reprodução/Grand Rapid News/mlive.com

Scott Seymour e a cadela Brittney, em foto de reprodução (Foto: Reprodução/Grand Rapid News/mlive.com)

Após escapar de ser sacrificada por conta de um câncer, uma cachorra da raça bulldog salvou o dono de um incêndio dentro de casa, em Michigan, nos Estados Unidos.

Scott Seymour, de 39 anos, disse que sua cadela, Brittney, de 9 anos, o acordou na madrugada de sábado (23), por volta das 5h45, após a casa começar a pegar fogo em Grand Rapids.

O caso aconteceu justamente duas semanas depois de Seymour se recusar a ver o seu animal sacrificado. Brittney teve detectado um câncer.

Veja também:

Cão que salvou donos e criança da morte recebe prêmio em Los Angeles
Cão vira 'protetor' de filhote de tigre abandonado na Alemanha

Segundo o veterinário, o bicho dificilmente suportaria uma cirurgia, e Seymour ainda resolveu descartar a quimioterapia. Viu que seria melhor dar medicação a ela para aliviar a dor até que a ela morresse naturalmente.

Seymour queria ficar com Brittney o maior tempo possível. A cachorra estava com ele desde quando ela tinha seis semanas de vida. “Ela insistiu para que eu acordasse e levantasse”, afirmou o dono.

Após a chegada dos bombeiros, acredita-se que o que causou o incêndio foi um curto circuito. Os bombeiros falaram ainda que a residência deve ter sofrido perda total e que o alarme anti-incêndio não funcionou corretamente.

“Ultimamente ela tem comido muito bem”, contou o dono.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Cão que salvou donos e criança da morte recebe prêmio em Los Angeles

19/05/09 - 20h25 - Atualizado em 19/05/09 - 20h25

Cachorro salvou donos de intoxicação enquanto dormiam.Caso aconteceu em dezembro, nos Estados Unidos.



O cão Miley recebe o carinho de seus donos, Stacie Pitts e Randy Childers, após receber o título de ‘herói’ na 27ª edição do Prêmio Annual do Cão Herói nessa terça-feira (19), em Los Angeles (EUA). (Foto: Mark Ralston/AFP)




Em 7 de dezembro de 2008, Miley foi responsável em salvar os donos e também uma criança de 6 anos da morte. Todos dormiam quando ele insistiu em acordar Stacie. Abalada pelo sono, com náuseas e forte de cabeça, foi acordar o noivo e a menina, que também estavam com os mesmos sintomas. Todos foram levados para o hospital e mais tarde foi descoberto que estavam sofrendo com intoxicação de monóxido de carbono. Se o cão não tivesse acordado, eles poderia ter sofrido danos cerebrais ou morrido. (Foto: Mark Ralston/AFP)
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1160253-5602,00-CAO+QUE+SALVOU+DONOS+E+CRIANCA+DA+MORTE+RECEBE+PREMIO+EM+LOS+ANGELES.html

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Uma amante dos animais

16/05/2009
História real de solidariedade

Há sete anos, a dona de casa Cláudia Mota, 40 anos, dedica quase todo seu tempo para cuidar de cães de rua. Todos os dias, fica das 11h às 20h no canil improvisado construído em um pátio da família, no bairro Cristal. A rotina é pesada. São 130 animais para dar comida e tratar. Todos foram encontrados nas ruas, a maior parte feridos, doentes ou muito velhos.

– Tem muitos cães que foram atropelados. Não consigo ver um animal agonizando de dor e não ajudar. E assim o número foi crescendo. Se eu dei chance para um, por que não vou dar chance para outro? – diz Cláudia, que recebe auxílio de um ajudante para cuidar da cachorrada.

Todo o material usado vem de recursos próprios e das ajudas dos amigos. Além dos 40 quilos diários de ração, gasta com medicamentos. No grupo, há animais cegos, surdos, amputados e com problemas cardíacos. As deficiências afastam os interessados em adotar.

– Geralmente, as pessoas querem os cachorros novinhos, bem de saúde. Quase ninguém pega os que estão todos quebrados – observa.

O trabalho incansável é anônimo. Cláudia nunca quis reportagem. Só aceitou contar sua história ao ZH Zona Sul em função do evento. Mas nem quer saber de fotografia. Prefere que a imagem mostrada seja dos seus cães.

– Faço isso por amor. O pouco que dou para eles é muito mais do que eles já tiveram – emociona-se.
http://plugpet.com.br/

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Carta da Terra

Versão Integral

PREÂMBULO
Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações.

Terra, Nosso Lar
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A Situação Global
Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e é causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

Desafios Para o Futuro
A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano é primariamente ser mais, não, ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios, ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.

Responsabilidade Universal
Para realizar estas aspirações devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com toda a comunidade terrestre bem como com nossa comunidade local. Somos ao mesmo tempo cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual, a dimensão local e global estão ligadas. Cada um comparte responsabilidade pelo presente e pelo futuro, pelo bem estar da família humana e do grande mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo presente da vida, e com humildade considerando o lugar que ocupa o ser humano na natureza.
Necessitamos com urgência de uma visão de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à emergente comunidade mundial. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, todos interdependentes, visando um modo de vida sustentável como critério comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas de negócios, governos, e instituições transnacionais será guiada e avaliada.

PRINCÍPIOS

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA
1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.
a. Reconhecer que todos os seres são interligados e cada forma de vida tem valor, independentemente do uso humano.
b. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.
2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.
a. Aceitar que com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais vem o dever de impedir o dano causado ao meio ambiente e de proteger o direito das pessoas.
b. Afirmar que, o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder comporta responsabilidade na promoção do bem comum.
3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
a. Assegurar que as comunidades em todos níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e dar a cada a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
b. Promover a justiça econômica propiciando a todos a consecução de uma subsistência significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.
4. Garantir a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e as futuras gerações.
a. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
b. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem, a longo termo, a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra.
Para poder cumprir estes quatro extensos compromissos, é necessário:

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
a. Adotar planos e regulações de desenvolvimento sustentável em todos os níveis que façam com que a conservação ambiental e a reabilitação sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
b. Estabelecer e proteger as reservas com uma natureza viável e da biosfera, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
c. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas em perigo.
d. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que causem dano às espécies nativas, ao meio ambiente, e prevenir a introdução desses organismos daninhos.
e. Manejar o uso de recursos renováveis como a água, solo, produtos florestais e a vida marinha com maneiras que não excedam as taxas de regeneração e que protejam a sanidade dos ecossistemas.
f. Manejar a extração e uso de recursos não renováveis como minerais e combustíveis fósseis de forma que diminua a exaustão e não cause sério dano ambiental.
6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e quando o conhecimento for limitado, tomar o caminho da prudência.
a. Orientar ações para evitar a possibilidade de sérios ou irreversíveis danos ambientais mesmo quando a informação científica seja incompleta ou não conclusiva.
b. Impor o ônus da prova àqueles que afirmam que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que os grupos sejam responsabilizados pelo dano ambiental.
c. Garantir que a decisão a ser tomada se oriente pelas conseqüências humanas globais, cumulativas, de longo termo, indiretas e de longa distância.
d. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
e. Evitar que atividades militares causem dano ao meio ambiente.
7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
a. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
b. Atuar com restrição e eficiência no uso de energia e recorrer cada vez mais aos recursos energéticos renováveis como a energia solar e do vento.
c. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias ambientais saudáveis.
d. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar aos consumidores identificar produtos que satisfaçam as mais altas normas sociais e ambientais.
e. Garantir acesso universal ao cuidado da saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
f. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e o suficiente material num mundo finito.
8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover a troca aberta e uma ampla aplicação do conhecimento adquirido.
a. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
b. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
c. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, estejam disponíveis ao domínio público.

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA
9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social, econômico e ambiental.
a. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, distribuindo os recursos nacionais e internacionais requeridos.
b. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma subsistência sustentável, e dar seguro social [médico] e segurança coletiva a todos aqueles que não são capazes de manter-se a si mesmos.
c. Reconhecer ao ignorado, proteger o vulnerável, servir àqueles que sofrem, e permitir-lhes desenvolver suas capacidades e alcançar suas aspirações.
10. Garantir que as atividades econômicas e instituições em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
a. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro e entre nações.
b. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e aliviar as dívidas internacionais onerosas.
c. Garantir que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas laborais progressistas.
d. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas conseqüências de suas atividades.
11. Afirmar a igualdade e a eqüidade de gênero como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, ao cuidado da saúde e às oportunidades econômicas.
a. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
b. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiros plenos e paritários, tomadores de decisão, líderes e beneficiários.
c. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e a criação amorosa de todos os membros da família.
12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social, capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, dando especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.
a. Eliminar a discriminação em todas suas formas, como as baseadas na raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
b. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas a formas sustentáveis de vida.
c. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os para cumprir seu papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
d. Proteger e restaurar lugares notáveis, de significado cultural e espiritual.

IV.DEMOCRACIA, NÃO VIOLÊNCIA E PAZ
13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e proporcionar-lhes transparência e prestação de contas no exercício do governo, a participação inclusiva na tomada de decisões e no acesso à justiça.
a. Defender o direito a todas as pessoas de receber informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que poderiam afetá-las ou nos quais tivessem interesse.
b. Apoiar sociedades locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações na toma de decisões.
c. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de assembléia pacífica, de associação e de oposição [ou discordância].
d. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos administrativos e judiciais independentes, incluindo mediação e retificação dos danos ambientais e da ameaça de tais danos.
e. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
f. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes e designar responsabilidades ambientais a nível governamental onde possam ser cumpridas mais efetivamente.
14. Integrar na educação formal e aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.
a. Oferecer a todos, especialmente a crianças e a jovens, oportunidades educativas que possibilite contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
b. Promover a contribuição das artes e humanidades assim como das ciências na educação sustentável.
c. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massas no sentido de aumentar a conscientização dos desafios ecológicos e sociais.
d. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma subsistência sustentável.
15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.
a. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e diminuir seus sofrimentos.
b. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento externo, prolongado o evitável.
16. Promover uma cultura de tolerância, não violência e paz.
a. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
b. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para manejar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
c. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até chegar ao nível de uma postura não-provocativa da defesa e converter os recursos militares em propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
d. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em massa.
e. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico mantenha a proteção ambiental e a paz.
f. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

O CAMINHO ADIANTE
Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa dos princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.
Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável aos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa, e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global gerado pela Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca iminente e conjunta por verdade e sabedoria.
A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Porém, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade têm um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.
Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacional legalmente unificador quanto ao ambiente e ao desenvolvimento.
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação da luta pela justiça e pela paz, e a alegre celebração da vida.

http://www.cartadaterra.com.br/ctoriginal.htm

sábado, 9 de maio de 2009

'Heróis por um dia' contam por que arriscaram a vida por desconhecidos

Mulher de 31 anos usou jaqueta em resgate a trabalhadores em SP.
Analista de sistemas pulou no Rio Pinheiros para salvar criança.

Luciana Bonadio Do G1, em São Paulo

09/05/09 - 07h24

Carla Pagano e a jaqueta usada no salvamento (Foto: Patrícia Araújo/G1)

Eles são pessoas comuns que arriscaram a própria vida para salvar alguém que nunca viram. "Heróis por um dia", eles praticam gestos de solidariedade como o da tesoureira Carla Pagano, de 31 anos, que ajudou a salvar dois trabalhadores que limpavam os vidros de um prédio e ficaram presos em um andaime durante um vendaval em São Paulo.

Com uma jaqueta na mão, Carla conseguiu puxar os homens que balançavam a 30 metros de altura. O andaime onde eles estavam ficou desgovernado por causa dos ventos de até 80 km/h que sopravam na capital paulista. Após o salvamento, a tesoureira teve que conviver com a rotina de um herói: muitas entrevistas, fotos, reconhecimento das pessoas nas ruas e a mesma história repetida várias vezes.

“De quarta-feira (6) para cá, eu confesso que fiquei meio assustada com essa rotina. As pessoas me olham na rua e me reconhecem. Faço questão de olhar para todo mundo”, contou Carla ao G1 na sexta-feira (8). Apesar do risco que correu, ela garante que repetiria o gesto. “Sem dúvida, eu faria tudo de novo por qualquer pessoa”, afirma.

Além de reencontrar os trabalhadores que ajudou a salvar, ela recebeu os agradecimentos da mãe de um deles. “Ela me agradeceu bastante e disse que sempre vou estar nas orações dela”, lembrou. A família de Carla também ficou orgulhosa com o gesto. “Minha mãe não esperava essa repercussão e está feliz de dizer que a educação que ela passou para os filhos deu resultado.”

O psicólogo e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Ari Rehfeld acredita que a sensação de comunidade é que motiva algumas pessoas a arriscarem a vida por um desconhecido. “O que faz o indivíduo tomar uma atitude que coloque em risco a sua vida é a sensação de que a pessoa faz parte de sua família, que o outro faz parte de sua comunidade”, diz o psicólogo.

Para ele, esses gestos estão cada vez mais raros em cidades grandes. “Em uma comunidade mais saudável, a pergunta seria por que uma pessoa não arrisca sua vida em função de outra. Gestos de solidariedade existem, são muito bem-vindos, mas são mais raros [em São Paulo] do que em comunidades pequenas”, acredita.

Heróis paulistas

Em dezembro de 2006, o analista de sistemas Adriano Levandoski de Miranda, de 27 anos, salvou um menino de 3 anos no Rio Pinheiros. Ele passava sobre a Ponte João Dias, na Zona Sul de São Paulo, e viu uma mulher caindo da ponte com o filho no colo. O analista pulou no rio e conseguiu resgatar a criança. A mãe também sobreviveu.

“Quando eu vi aquela cabecinha caindo, bateu o desespero. Essa foi minha motivação”, diz Miranda. Dois anos depois, ele ainda tem contato com o menino que salvou. “Ele é super esperto, bagunceiro. A sensação é muito boa de vê-lo correndo, brincando”, conta. Miranda também garante que repetiria a atitude, caso fosse necessário. “Hoje uma pessoa vê a outra precisando e vira as costas, finge que não é com ela.”

Uma van coberta pela água e cenas de desespero em outro ponto da Marginal Pinheiros . A atitude de pessoas que passavam ajudou a salvar, em novembro do ano passado, a vida de um jovem dentro do veículo que caiu em um córrego. O músico Allen Ferraudo, de 26 anos, usou a própria calça no resgate.

Foto: Arquivo Pessoal

Allen Ferraudo também teve seu momento de herói (Foto: Arquivo Pessoal)

“As pessoas são capazes de um raciocínio instantâneo, de se colocar no lugar do outro. No meu caso, tinham cinco ou seis pessoas que estavam ajudando a retirar o rapaz da enchente. A calça era a única forma de tirar o rapaz”, lembra. Dentro da peça de roupa estavam a carteira e o celular, que foram perdidos em meio ao alagamento.

Por causa da água que se acumulou na pista após um temporal, não era possível ver onde começava o córrego. “O pânico de cair na água e me tornar outro problema era muito grande. O sucesso dessa operação foi a ação conjunta. Parece que todo mundo está andando na mesma frequência”, lembra.

Heróis dentro de casa

Se algumas pessoas se arriscam para salvar desconhecidos, imagine quando é alguém da família que corre perigo. A coragem do avô Joaquim Pereira salvou o neto em fevereiro de 2007 no município de Cosmorama, a 501 km de São Paulo. Ele lutou e matou com um facão a cobra de 35 quilos que atacou a criança, então com 8 anos .

A sucuri de cerca de cinco metros se enrolou no corpo do menino, que passava as férias no sítio do avô. Ele correu até a beira de um córrego onde estava o neto e lutou por cerca de meia hora com a cobra, até conseguir soltar a criança. O neto levou 21 pontos no peito por causa de um corte, teve diversos hematomas, mas ficou bem.

Não menos corajosa foi a dona-de-casa Braulina da Mota, de 70 anos. Em novembro de 2007, ela salvou a família de um incêndio na própria casa em Sorocaba, a 99 km de São Paulo. Para entrar no imóvel em chamas, Braulina subiu no fogão, derrubou uma grade de ferro e ajudou filhos, nora e netos a pularem para o quintal vizinho. Graças a ela, ninguém ficou ferido.

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1114374-5605,00-HEROIS+POR+UM+DIA+CONTAM+POR+QUE+ARRISCARAM+A+VIDA+POR+DESCONHECIDOS.html


terça-feira, 5 de maio de 2009

Jovem que usou jaqueta para salvar operários volta ao trabalho

Mulher de 31 anos relembrou momentos de tensão nesta terça (5).Ela falou sobre episódio ao lado de dois amigos que ajudaram no resgate

Patrícia Araújo Do G1, em São Paulo 05/05/09 - 12h06


Com a mesma jaqueta usada para puxar um dos dois trabalhadores que limpavam os vidros do prédio e ficaram presos em um andaime durante o vendaval na tarde da segunda-feira (4), na Zona Sul de São Paulo, a tesoureira Carla Pagano, de 31 anos, foi trabalhar na manhã desta terça (5) no escritório situado no sétimo andar do prédio de número 95 da Rua James Joule, no Brooklin.

Ao lado dos dois colegas que ajudaram no salvamento dos limpadores, ela falou sobre o episódio vivido no dia anterior. “O céu ficou preto e quando olhamos para o lado tinham umas rajadas, que depois eu vi na TV que eram ventos, e o andaime começou a balançar muito. Foi assustador. Ele ia até o oitavo andar, até a rua e voltava. Os rapazes estavam voando feito um pêndulo”, disse.

Foi quando, segundo o especialista em redes, Marcos Viana, 38 anos, que também ajudou no socorro, eles decidiram fazer algo. “Aí a gente disse: ‘olha, temos que fazer alguma coisa. Vamos ligar para os bombeiros’”, afirma. Mas, após ligar para o salvamento, eles perceberam que tinham que agir logo, antes da chegada de especialistas, ou poderia ocorrer o pior. Carla conta que se aproximou da janela e viu que os trabalhadores estavam perto e poderia tentar puxá-los. Uma amiga teria lembrado da jaqueta que ela tinha deixado pendurada na cadeira. Foi por uma abertura de cerca de 20 cm da janela da empresa de tecnologia que a tesoureira conseguiu passar o braço e jogar a jaqueta, que o limpador Wando Jacinto Barros, de 19 anos, segurou. Nesta manhã, o braço esquerdo, usado no salvamento, estava roxo. “Mas foi por um bom motivo”, falava orgulhosa. "Depois que eu segurei, eu falei: 'vocês não vão mais soltar de mim. Não precisam se preocupar, eu não vou soltar vocês'".Foi neste ponto que, segundo Viana, ele, Carla e o gerente de impostos Fábio Missola, de 36 anos, perceberam que o salvamento seria ainda mais difícil. “O trava-quedas [equipamento de segurança usado por trabalhadores nesse tipo de serviço] de um dos rapazes passou embaixo do andaime. Então, quando a gente, pela janela, pediu para ele passar as cordas do trava-quedas que a gente ia segurar - pelo menos se o carrinho caísse, eles não caíam – percebemos que a corda tinha passado por baixo do andaime e estava presa. Aí, a gente ficou segurando o andaime e o rapaz”, lembrou Viana. O trio lembra que o salvamento não foi mérito apenas dos três. Toda a empresa ajudou no resgate segurando o andaime e empurrando os móveis do lugar para ter espaço para o resgate. “A gente entendia que aquilo ali não era um filme. Se eles caíssem, não ia ser como em um filme. Então a gente realmente precisava segurar eles ali [sic]”, falou Viana.
Vidro removido

A partir daí, o grupo tentou abrir a janela. Um outro funcionário da empresa achou uma chave de fenda e desparafusou o vidro. Com o espaço aberto, o grupo conseguiu puxar os limpadores para dentro do prédio.

Para Viana, o resgate só foi possível porque os trabalhadores estavam bem equipados. “Ainda bem que eles estavam paramentados. Os equipamentos que eles estavam usando devem ser todos dentro da norma. Porque se tivesse qualquer cabo fora de ordem, ele teria estourado e aí tinha acontecido uma tragédia.” No dia seguinte ao salvamento, a sensação para o trio era de alívio e alegria. “Você está sempre querendo ajudar alguém, ainda mais nesse Brasil nosso que tem um monte de gente precisando ser ajudada. E acho que o que a gente fez foi isso, ajudou a salvar efetivamente duas vidas (...) Acho que todo mundo que ajudou está super feliz com tudo isso”, disse Viana.


Carla Pagano mostra jaqueta usada para resgatar trabalhador de andaime na Zona Sul de São Paulo (Foto: Patricia Araújo/G1)

Esquadrão Pet fiscaliza e protege animais em SP


05/05/09 - 06h45
Entidade independente é formada por profissionais liberais de várias áreas. Lei municipal que regulamenta criação e venda é principal arma.
Claudia Silveira Do G1, em São Paulo

Foto: Daigo Oliva/G1
Sempre atentas: Roberta Palmari e Izolina Ribeiro comandam o Esquadrão Pet (Foto: Daigo Oliva/G1)




A força de combate aos maus-tratos aos animais em São Paulo ganhou um novo aliado, é o Esquadrão Pet. Na linha de frente estão a professora de educação física Izolina Ribeiro, de 51 anos, e a publicitária Roberta Palmari, de 44. No batalhão da dupla há uma legião de colaboradores, entre eles, veterinário, tradutor, advogado e até farmacêutico, além dos protetores que recolhem animais da rua. A principal arma da dupla é a lei municipal 14.483, sancionada em julho de 2007 e que regulamenta a criação e a venda no varejo de cães e gatos na capital paulista.

“A gente queria um nome forte, até porque a nossa atuação é diferenciada. Nossa posição política é a de defesa e proteção dos animais. Nós buscamos técnicas e estratégias de conscientização e a visibilidade das leis que os protegem” diz Izolina, que tem quatro gatos de estimação em casa e três cachorros “protegidos”, ou seja, recolhidos da rua à espera de adoção.

Assim, a dupla se mantém sempre alerta, fiscaliza irregularidades, denuncia maus-tratos e pega no pé de quem erra a mão em campanhas publicitárias envolvendo animais ou transforma cães ou gatos em brindes para serem sorteados. Grande parte das denúncias vem de outros protetores de animais espalhados pelo estado e pelo Brasil, que integram uma rede que troca informações constantemente pela internet. “Tem muitas frentes para atacar. Nós mesmas buscamos as informações, fazemos as denúncias e cobramos que as mudanças sejam feitas”, diz Roberta, que tem seis cachorros de estimação e mais cinco “protegidos”.

É guerra
No histórico de vitórias conquistadas pelo Esquadrão Pet e seus colaboradores, Roberta e Izolina comemoram a mudança em uma campanha publicitária – onde um cachorro era deixado para trás pela família – e o cancelamento de sorteios de filhotes. Nesses casos, os combatentes contam com a conscientização dos responsáveis pelo anúncio ou evento, que voltam atrás, e com a ajuda de Marco Antonio de Nápoli, consultor para assuntos corporativos e de marketing. O comércio de animais em pet shops também é alvo. Segundo a lei 14.483, os canis e gatis de São Paulo somente podem comercializar, permutar ou doar animais microchipados e esterilizados. Se é desses canis e gatis que os animais deveriam vir, as pet shops deveriam, então, vender os animais com microchip de identificação e castrados.

Foto: Daigo Oliva/G1
Entidade conta com ajuda de colaboradores, como a advogada e tradutora Taimi Haensel (à dir.) (Foto: Daigo Oliva/G1)
“Muitas pet shops insistem em não adotar a lei. Nós acreditamos que, à medida que essa lei for mais divulgada, ela será mais respeitada”, diz Izolina. Ainda de acordo com a legislação, os animais à venda devem ter, ao menos, 60 dias de vida, e o novo dono deve sair do estabelecimento com comprovantes de castração, vacinação, vermifugação e um manual detalhado sobre a raça, hábitos, porte na idade adulta e cuidados básicos, entre outras informações.

Os combatentes e aliados do Esquadrão Pet acompanham também o surgimento de novos produtos e medicamentos, como o esterilizante químico para animais. Com a ajuda de uma farmacêutica, da veterinária Amélia Margarido e da tradutora Jaciara Zanuttin, a entidade comparece a reuniões sobre o produto, compara a fórmula entre diferentes esterilizantes, lê materiais sobre o assunto e pede constantes explicações sobre dosagem e efeitos colaterais. “A gente não entra no raso, a gente mergulha fundo mesmo. Temos, por exemplo, uma relação de medicamentos veterinários que são proibidos, mas que continuam sendo comercializados no Brasil”, conta Roberta.
Paz
Apesar da tática de guerra, o discurso da dupla está mais para indignação que para agressividade. Assim, o Esquadrão Pet pretende ser um replicador de protetores em que o objetivo é mostrar às pessoas o que diz a lei para que elas possam fazer denúncias ao poder público por conta própria e com autonomia, além de persuadir vereadores a criarem projetos de lei semelhante em outras cidades. “Nossa proposta fundamental não é tirar cão e gato da rua, porque se só existir esse tipo de proteção animal, a gente não vai avançar em nada. O que nós buscamos é a criação de leis que mudem a situação de animais abandonados sem castração, por exemplo. A gente sabe que não vai mudar agora, mas podemos notar alguma diferença na próxima geração”, finaliza Roberta.

domingo, 3 de maio de 2009

Cão que teve de comer as próprias patas para fugir de armadilha ganha prótese

Animal foi preso por armadilha para criaturas selvagens no Alasca.
Para escapar, foi obrigado a morder suas próprias patas.

Do G1, em São Paulo

02/05/09 - 20h58
Foto: Reprodução/wkyc.com Foto: Reprodução/wkyc.com

O vira-lata Andre mastigou as próprias patinhas para se livrar de armadilha no Alasca. (Foto: Reprodução/wkyc.com)

Andre passou por uma experiência traumática. Caminhando pelas terras selvagens do Alasca, o cãozinho pisou por acidente numa armadinha de animais ilegal. Para escapar da enrascada, teve de mastigar suas próprias patas. O resultado foi a perda de duas delas.

Encontrado em frangalhos pelo serviço de resgate de cães do Alasca, ele não conseguia nem ficar em pé. Mas uma empresa de Denver, no Colocado, mudou sua vida.

Sensibilizada com a história de Andre, a OrthoPets criou próteses para o cão. Com dois dias de uso, Andre voltou a ficar em pé.

"Essa é a primeira vez que Andre foi capaz de ficar sobre quatro patas em um ano e alguns meses", disse Martin Kaufmann, da empresa responsável pelas próteses.

Após algumas semanas de adaptação às novas patas, Andre será colocado para adoção.

A história foi reportada por um canal local da rede americana NBC.

http://g1.globo.com/Noticias/PlanetaBizarro/0,,MUL1106756-6091,00-CAO+QUE+TEVE+DE+COMER+AS+PROPRIAS+PATAS+PARA+FUGIR+DE+ARMADILHA+GANHA+PROTE.html

PROTESTEM: PL federal vai permitir crueldades com animais domésticos

17/04/09 ENVIEM EMAILS AO SEU DEPUTADO ANTES DO DIA DA VOTAÇÃO EM PLENÁRIO.
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovou por unanimidade um parecer que pede aprovação do PL do PL 4.548/98, que altera o artigo 32 da Lei 9.605/98 e exclui das sanções penais a prática de atividade com animal doméstico ou domesticado. O projeto seguirá para votação em plenário em regime de prioridade.
Ou seja, este PL diz que crueldades como vaquejadas, como rodeios, cavalhadas, vaquejadas e a pesca esportiva sejam permitidas.
É um retrocesso, já que as leis federais proibem maus-tratos com animais.
O autor do processo, ex-deputado José Thomáz Nonô diz que sua intenção é proteger a cultura brasileira.
Diz ele: "por todo o país abundam festividades que envolvem animais domésticos ou domesticados, profundamente entranhadas nas tradições e culturas populares, vez que remontam aos primórdios da nossa colonização” e destaca o potencial econômico e de entretenimento de tais práticas. Diz também que a proibição destes eventos têm ocasionado prejuízo no conjunto dos valores intelectuais e morais, das tradições e costumes do povo brasileiro".
OU SEJA, UM ABSURDO!!!!
VAMOS PROTESTAR, ESCREVA PARA OS DEPUTADOS, É SÓ UM MINUTINHO QUE PODE SALVAR MUITOS ANIMAIS:
Emails de alguns deputados:
dep.fernandogabeira@camara.gov.br
assessoria@gabeira.com.br
dep.jorgebittar@camara.gov.br
dep.antoniopalocci@camara.gov.br
dep.antoniocarlosmagalhaesneto@camara.gov.br
dep.rodrigomaia@camara.gov.br
dep.chicoalencar@camara.gov.br
dep.miroteixeira@camara.gov.br
dep.ricardotripoli@camara.gov.br
dep.brizolaneto@camara.gov.br

Mais informações sobre o PL nestes endereços:

http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=20954
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9605.htm

FONTE:http://www.soama.org.br/cgi-bin/soama_noticias.pl?id=6