Solidariedade

Solidariedade
Foto: Blog "tododiaumtextonovo"

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Site do SOAMA - DEPOIS DISSO VOCÊ SE ACHA MELHOR QUE UM ANIMAL????



Sofia, achada em um lixão e depois de bem tratada e recuperada. Pode um ser que se diz humano abandonar um animalzinho inocente nessas condições???




Os animais não podem falar e não podem pedir socorro das crueldades do ser humano. São seres que merecem nosso amor e nosso respeito. Com a nossa bondade, sensibilidade e boa vontade podemos mudar esta situação. É isso que move os voluntários da SOAMA (Associação Amigos dos Animais), uma entidade sem fins lucrativos que olha pelos cães e gatos abandonados da cidade de
Caxias do Sul - RS. A cidade é a segunda maior cidade do Estado e tem um número muito grande de animais de rua e casos de maus-tratos
.

A SOAMA nasceu em 1998 no lugar da ARPA (Associação Riograndense de Proteção aos Animais). Nós temos um estatuto, uma sede cedida pela Prefeitura Municipal, um pequeno grupo de voluntários apaixonados pela causa dos vira-latas, um site e muitos projetos. Mantemos nossa entidade com doações da comunidade e através de um convênio com a Prefeitura.

Não podemos ajudar todos que buscam a SOAMA e não podemos ajudar todos os animais que estão sofrendo, mas tentamos fazer o melhor que podemos. Críticas não construtivas não diminuem a nossa motivação. Sabemos que o nosso trabalho é de formiguinha, que temos um longo caminho a percorrer, que a luta é árdua, mas temos uma certeza: não podemos deixar nossos amigos sofrer em silêncio e queremos ensinar as pessoas que eles merecem uma chance de ser feliz e isto está nas mão de todos nós.
ABANDONAR OU MALTRATAR ANIMAIS É CRIME.

Abandono configura maus tratos previstos na Lei 9605 de 1998, cujo artigo 32 diz:

Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos é crime. A pena é de detenção de 3 meses a l ano. e também pagamento de multa. A pena é aumentada de l sexto a l terço, se ocorrer a morte do animal.

A regulamentação desta legislação está definida no Decreto 3.179, de 21 de setembro de 1999. Os animais domésticos estão contemplados no artigo 17 da Seção I, capítulo II: "Praticar ato de abuso, maus-tratos ... multa de R$500,00 a R$2.000,00, com acréscimo por exemplar excedente."

Por referirem-se a crime, as denúncias devem ser encaminhadas a Departamentos Policiais (DP).

Deve-se ir até uma delegacia e fazer a ocorrência. Assim estar-se-á valorizando os direitos dos animais e contribuindo para diminuir a irresponsabilidade e a impunidade.

Na delegacia, procurar o escrivão de polícia e relatar o fato ocorrido, com base no artigo 32 supra mencionado.

A ocorrência deve ser registrada. Não havendo atendimento satisfatório, procurar a Ouvidoria ou a Corregedoria da Polícia Civil, tendo à mão o nome da equipe que lhe atendeu na Delegacia. Em ultima instancia, o Ministério Público é o órgão de controle da Polícia Civil.

Não se omitir ao ver um animal ser abandonado. Deve-se tentar impedir - conscientizando o dono ou anotar a chapa do carro e proceder conforme a orientação dad

AJUDA À SOAMA

Doe material de construção, jornal, casinhas, madeira, potes de plástico, ração, coleiras, correntes, cobertinhas, etc.

Converse com amigos, familiares, vizinhos sobre a importância da castração para evitar o abandono de filhotes e adultos nas ruas.

Seja um dono responsável: alimente seu mascote com ração, leve-o para passear, mantenha limpa a sua casinha e potes, zele pela sua saúde, evite crias indesejadas, recolha a sujeira do seu amigo.

Contribua com dinheiro: possuímos uma conta bancária ou opte por um carnê que pode ser pago em qualquer lotérica. Este dinheiro nos ajudará na compra de remédios, nas castrações, na compra de ração, na melhoria da estrutura da chácara, etc.

Adote um focinho carente na chácara ou nas campanhas de adoção que acontecem quase todos os domingos no estacionamento ao lado da Prefeitura. Estes animais sofreram o abandono, maus-tratos, passaram fome, frio, ficaram doentes, foram espancados... São animais carentes, dóceis e esperam um lar amoroso com muita ansiedade.

Compre nossas camisetas, chaverinhos, bonés, etc. O dinheiro das vendas é todo revertido para os animais. Recolha os animais doentes e atropelados que você por acaso encontrar. Faça a sua parte, procure um veterinário, anuncie no jornal, procure um lar para ele se você não puder adotá-lo. Não espere que os outros façam aquilo que você pode fazer!

Preste Atenção: Os produtos da Soama são vendidos com preço tabelado. Não compre se o valor não for o certo! As tabelas de preços encontram-se nos postos de venda! Os produtos nestes lugares são consignados.

Não deixe de identificar seu bichinho mesmo que ele fique em casa. Coloque na coleira uma medalhinha ou escreva por dentro um número de telefone para que caso ele se perca, ele possa ser devolvido. O número de animais perdidos é grande e com este cuidado, seu animalzinho estará protegido.


Doação de e ração e outros ítens
POSTO DE COLETA: Central de Rações- Rua Marcílio Dias esquina com a Av. Independência, na antiga Nigavel, Bairro Exposição, atrás da Prefeitura. Fone 30255935.
OBS: Aceitamos qualquer doação: ração, potes plásticos, jornais, paninhos, etc.

DOAÇÕES PARA O BRECHÓ CHIC-CÃO DA SOAMA
Todo o início de mês estamos na UCS com o Brechó Chic-Cão da entidade. Precisamos de doação de roupas, acessórios, livros, cds, enfeites, tudo o que for legal, estiver em boas condições e que ninguém queira mais.
As doações podem ser entregues na Doce Encanto que fica na Rua Guia Lopes, entre a Pinheiro Machado e a Júlio.

Doação em dinheiro:
Unibanco 0211, conta corrente 210274-0 em nome de SOAMA-Sociedade Amigos dos Animais
O CNPJ da entidade, para depósitos via doc é 02.831.701/0001-06

Carnê:
Temos um carnêzinho com 12 boletos que podem ser pagos nas lotéricas. O mínimo da contribuição é de R$ 15 reais por mês. Trimensalmente, enviamos um jornalzinho para quem nos ajuda, contando as novidades. Os endereços das lotéricas que têm nosso carnê são:

• Lotérica Zebrão– Júlio de Castilhos 1367, em frente a Caixa Econômica Federal, Centro
• Lotérica do Shopping Iguatemi

Não esqueça de preencher uma ficha com os seus dados para que possamos mandar o jornalzinho!

Para pessoas que residem em outras cidades, podemos enviar o carnê pelo correio!

Adoções na chácara:
Em São Virgílio da 6a Légua, segundas, quintas e sábados das 15h às 17h.
As pessoas que adotarem devem preencher um termo de responsabilidade, devem levar documento, comprovante de residência e pagar uma taxa de contribuição de R$ 20 reais.

Campanhas de adoção:
Quase todos os domingos, são divulgadas antecipadamente nos meios de comunicação e no site da entidade. No estacionamento da Prefeitura, das 15h ás 16:30h. Deve ser levado também documento, comprovante de residência e R$ 20 reais. Teremos o bazarzinho com nossos produtos para vender e aceitamos doações de ração, jornal e etc.

Compra dos produtos da SOAMA:
Berloques Peças para Bijuterias
Avenida itália, 96 - Bairro São pelegrino - Fone: 30277664

Bichano Veterinária
Rua Bortolo Zani, 662 Sala 14 - Bairro Bela Vista - Fone: 3027.2957

Central de Rações
Rua: Marcílio Dias, 250 - Bairro Exposição - Fone: 3025.5935

Clínica Veterinária do Parque
Rua Dal Canalle, 2081 - Bairro Exposição - Fone: 3027.7191

Dalfovo Veterinária
Rua Sinimbu, 116 - Bairro Lourdes - Fone: 3228.2011

Doce Encanto Modas
Rua Guia Lopes, 644 - Bairro Centro - Fone: 3223.0055

Dog´s Life
Rua Dr. Montaury, 578 - Bairro Centro - Fone: 3025-7177

Lazzaris Embalagens
Rua Antonio Prado, 265 - Bairro Centro - Fone: 3215.1081

Loja da Márcia
Rua Pedro Giacomet, 1364 - Bairro Bela Vista - Fone: 3228.3860

Pegadas Consultório Veterinário
Rua Tronca, 3106 - Bairro Rio Branco - Fone: 3221.6040

Pró - Cão Veterinária
Rua São Paulo, 626 - Bairro Jardim América - Fone: 3219.3369

Provok Moda Intima
UCS- Galeria Universitária Sala 09 - Fone: 3212.5706

Spaço Omini
Rua Francisco Getúlio Vargas, 1130-Galeria Universitária - sala 18-Bairro Petrópolis

Stop Dog Veterinária
Av. Rio Branco, 2097 - Bairro Rio Branco - Fone: 3226.6292

Veterinária Pio X
Av. Rossetti, 140 -

Bairro Pio X - Fone: 3214.2288


CRUELDADE CONTRA ANIMAIS (Não coloquei as imagens do site pois nem mesmo eu consegui encará-las)
ABATEDOUROS

Comer carne ou não significa mais que simplesmente alimentação. Você come ou não carne por motivos econômicos, religiosos, culturais, éticos, etc.

O número de pessoas que decidiram se tornar vegetarianos no mundo vem crescendo e muito. Os motivos para isso são vários, o que queremos mostrar é a crueldade do método usado para abater os animais e denunciar o problema.

Como vivem e morrem os animais de consumo:

BOI
No Brasil eles são criados soltos. Em países frios como os do Cone Sul e da Europa eles São criados em lugares apertados e só comem ração porque o inverno queima o pasto.

Animais soltos muitas vezes passam fome, apanham pois o manejo é brutal e vivem cheios de parasitas.

No abatedouro o boi recebe uma um tiro de pistola de ar comprimido na testa para ficar desacordados por alguns minutos. Ele então é erguido por uma argola na pata traseira enquanto lhe cortam a garganta. O motivo para o animal ser sangrado vivo é que assim evita a proliferação de microorganismos.

No nosso país existem muitos abatedouros clandestinos e aí a morte do animal é mais cruel ainda. Eles recebem muitas pauladas e marteladas e ainda vivos e conscientes são sangrados e abertos, sentindo toda a dor do momento.

Bovinos e Eqüinos a Caminho do Prato


1º Estágio:
O animal chega à "central de empacotamento", e é colocado em uma área de espera.

2º Estágio:
O animal é enfileirado em um curral e um funcionário começa a conduzi-lo, com o auxílio de uma vara de eletrochoque, através de uma porta de aço.

3º Estágio:
É feito o pré-abate através de:
- pistola pneumática ou
- atordoamento elétrico ou
- golpes de marreta

4º Estágio:
O animal é pendurado em uma corrente pela pata traseira de cabeça para baixo (há a ruptura dos tendões da coxa, e o animal tem a carne rasgada pelo próprio peso).

5º Estágio:
É feita uma abertura para esfola do couro (muitos animais recobram a consciência e gritam de dor nesse momento).

6º Estágio:
É feita a degola e tanques aparam o jorro de sangue durante alguns segundos.

7º Estágio:
O animal é baixado e começa o processo de esfola total e parte dos cortes de tetas, patas e línguas.

8º Estágio:
O animal é arrastado em uma esteira onde há o corte em uma serra elétrica em duas metades, na posição da coluna vertebral.

9º Estágio:
A carcaça é levada para uma câmara de resfriamento (a carne ainda contém calor do sangue).

10º Estágio:
A carcaça é levada para a seção de corte em pedaços como os vistos em mercados e açougues.

É comum os animais chegarem vivos no 7º estágio. Há relatos em que o animal ainda estava piscando os olhos enquanto estava sendo retalhado.


GALINHAS
Essas também tem uma vida miserável. Nas granjas de criação e para obter ovos em maior quantidade, elas ficam enclausuradas em espaços menores que o tamanho delas, com luz durante 18 horas por dia (para não dormirem e comerem mais) e seus bicos são cortados. Os pintinhos machos são sacrificados num liquidificador gigante.

No abate a morte é rápida pois ficam presas numa esteira rolante e recebem um choque que desacorda a ave. Depois uma lâmina corta seu pescoço.

Aves a Caminho do Prato

1º Estágio:

São despejadas como lixo dos caminhões que as trazem.

2º Estágio:
Colocadas em um sistema de ganchos e transportadoras que fazem parte do sistema de abate automático.

3º Estágio:
Sofrem uma descarga elétrica que deveria causar a inconsciência para o abate, mas essa corrente é reduzida causando somente dor (níveis maiores de corrente endurecem a carne). As aves vão para o próximo estágio com plena consciência.

4º Estágio:
Processo de degola automática: as aves penduradas passam por uma máquina que vai degolando o pescoço.

5º Estágio:
São imersas em um banho escaldante.

6º Estágio:
Vão para a área onde serão depenadas e estrinchadas.

MUITAS VEZES AS AVES CHEGAM VIVAS NO 5º ESTÁGIO


PORCOS
São também criados em espaços mínimos onde não podem nem deitar para descansar. São confinados desde que nascem até o abate. Durante o nascimento dos porquinhos, a mãe fica atada a uma fivela apertada. Os porcos também deveriam ficar atordoados durante o abate e recebem um choque elétrico na cabeça, depois o animal é jogado em um tanque com água fervendo após o sangramento para facilitar a retirada da pele. Assim como os bois, alguns animais ainda estão vivos quando isso acontece.

Suínos a Caminho do Prato

1º Estágio:
Ao chegar do transporte, os porcos são conduzidos através de currais.

2º Estágio:
Os animais são desacordados através de eletrochoque dolorosos que, na maioria das vezes, causam somente a paralisia e os mesmos permanecem conscientes.

3º Estágio:
São então pendurados em correntes por uma das patas traseiras.

4º Estágio:
São degolados com uma faca afiada, onde se aguarda então o sangue escorrer para os tanques.

5º Estágio:
São imersos em água fervente (muitos animais são mergulhados conscientes na fervura).

6º Estágio:
Passam pelo processo de esfola onde a pele é toda retirada.

7º Estágio:
Chegam a mesa de corte onde são retirado suas vísceras e a carne cortada. Os animais são prensados o máximo possível para minimizar os custos.


CARNE DE VITELA
A carne de vitela é a carne do bezerro que é retirado do convívio da mãe cedo e são mantidos confinados em jaulas apertadíssimas para evitar que se movam e só tomam leite. Tudo para que a carne fique mais macia. O filhote fica anêmico. Por sua dieta ser pobre, ele fica indefeso perante doenças e é obrigado a tomar muitos antibióticos. O consumo de sua carne não é saudável.


PATOS E GANSOS
Eles sofrem muito pois são induzidos a comer sem parar para que seus fígados inchem, o famoso foie gras, patê tradicional e sofisticado. Os produtores enfiam um funil goela a baixo e os entopem de comida por meses.


MÉTODOS UTILIZADOS PELOS ABATEDOUROS:
Pistola Pneumática: Uma "pistola" é apontada para a cabeça do animal e uma vara de metal é disparada para dentro do cérebro. A pistola é projetada de modo que a haste jamais sai completamente, ela simplesmente vara a cabeça do animal e depois é puxada pelo açougueiro enquanto o animal desmaia.

Este disparo, como o animal se agita muito, nem sempre é certeiro e, freqüentemente, atinge o olho ou resvala na cabeça do animal, gerando ainda mais dor.

Atordoamento Elétrico: Os animais são conduzidos molhados a um corredor e dali tangidos com choques elétricos de 240 volts.

Choques Na Cabeça: Um atordoador elétrico é utilizado para produzir um ataque e a garganta do animal é cortada, deixando-o sangrar até a morte.

Golpes De Marreta: Utilizando-se de um martelo específico golpeia-se a cabeça do gado quebrando o seu crânio (essa técnica também é usada em vitelas, pois os ossos do crânio de filhotes são mais macios).

Nem sempre o martelo acerta com precisão a região que causa a inconsciência, podendo rasgar os olhos ou o nariz do gado.


O QUE FAZER
Se você não quiser ficar sem comer carne, algumas atitudes podem ser tomadas se você se comoveu com o sofrimento destes animais. Já existem em alguns supermercados ovos e frango caipira que são criados soltos, tomam sol e tem a companhia dos galos.

Os boi com certificado de origem são criados de melhor forma e com menos crueldade.

Se você puder fazer um pouco mais...

No mundo o número de vegetarianos está crescendo. O consumo de carne de vitela (bezerros retirados da mãe ao nascer, que ficam confinados para não se exercitar e não recebem alimento para a carne ser mais macia) caiu até 70%. Os supermercados incluíram produtos vegetarianos e “vegan” em suas prateleiras. A tendência de se adotar uma dieta sem a exploração de animais vem crescendo também pelo fato de ser mais saudável. Pra quem acha que não adianta parar de comer carne, saiba que cada ser humano vegetariano, salva 35 animais por ano. Se um único indivíduo para de comer carne, ao longo de 20 anos, é responsável por ter poupado 700 animais. Numa casa com 6 pessoas vegetarianas, seriam 4200 animais salvos, em 20 anos.

Grandes mudanças começam com atitudes individuais. Para os defensores dos animais, ser vegetariano é a maior contribuição que se pode dar pelo fim do sofrimento deles.

(Fonte: Revista Super Interessante)
ANIMAIS EM CIRCO

Você acha legal ver animais se apresentando no circo??? Então saiba da realidade:

Os animais de circo levam surras diárias, ficam sobre seus próprios excrementos, até que seu “espírito seja quebrado” e passem a obedecer. Estão sujeitos aos clássicos instrumentos de “treinamento”: choques elétricos, chicotadas, privação de água e comida.

Ficam confinados sem as mínimas condições de higiene, sujeito à diversas doenças, não têm férias nem assistência veterinária adequada e são obrigados a suportar mudanças climáticas bruscas, viajar milhares de quilômetros sem descanso etc...

Elefantes vivem em grupos na natureza e são extremamente inteligentes. Ficam de luto por seus mortos e são capazes de reconhecer um familiar, mesmo tendo sido separados deles quando filhotes. Sofrem de problemas nas patas por falta de exercício, pois na natureza elefantes andam dezenas de quilômetros diariamente. No circo eles permanecem acorrentados o tempo inteiro. Mexer constantemente a cabeça é uma das características de neurose de cativeiro.

Os grandes felinos são acorrentados. São dominados pelo fogo e pelo chicote, golpeados com barras de ferro e queimados na testa, pelo menos, uma vez na vida, para que não se esqueçam da dor. Muitos têm suas garras arrancadas e as presas extraídas ou serradas. Passam, a maior parte de suas vidas, dentro de pequenas jaulas.

Os ursos têm o nariz quebrado durante o treinamento, têm garras e presas arrancadas, suas patas são queimadas, para forçá-los a ficar sobre duas patas, são obrigados a pisar em chapas de metal incandescente ao som de uma determinada música. No picadeiro eles parecem dançar, mas estão lembrando da tortura. Alguns ursos se auto mutilam, batendo com a cabeça nas grades da jaula e mordendo as próprias patas.

Os macacos apresentam o mesmo comportamento de crianças que sofrem abusos. Apanham para obedecer e obedecem apenas por medo. Os dentes são retirados para que os animais possam ser fotografados junto às crianças.

Fonte: PEA
COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A CARROCINHA*

"Carrocinha" é como são conhecidos os Centros de Controle de Zoonoses (CCZs), órgãos municipais encarregados de capturar e sacrificar cães e gatos sem dono.

1. A CARROCINHA MATA. Somente uma pequena parte dos animais recolhidos são resgatados pelos donos ou adotados pela comunidade. A maioria dos cães e gatos s ão sacrificados ou doados para estudo em universidades, onde muitas vezes são torturados em experiências dolorosas (vivissecção), após as quais a morte é um verdadeiro alívio.

2. A própria Organização Mundial da Saúde NÃO recomenda a captura e extermínio de cães e gatos como forma de controle populacional e combate às zoonoses (doenças transmitidas por animais) e aponta como medidas eficazes a esterilização e a educação para a posse responsável de animais de estimação. A "carrocinha", além de ser um método cruel e ilegal, não representa solução para os bichos sem dono nos centros urbanos, não é humanitária, não é econômica e nem racional.

3. Os órgãos de Saúde Pública costumam dar a transmissão de doenças como desculpa para a matança de animais domésticos. Em geral os cães e gatos contraem doenças devido à negligência e falta de informação da própria comunidade, principal responsável pelo abandono de animais nas vias públicas. Enquanto a população não for orientada, continuará permitindo a procriação descontrolada de animais que passarão a viver nas ruas sem alimentação, higiene e cuidados preventivos, tendo como conseqüência as doenças. Trata-se de um ciclo vicioso onde os animais são vítimas da irresponsabilidade dos seres humanos. A tentativa do poder público de apresentar os animais como "criminosos", verdadeiras ameaças ao bem estar dos seres humanos, além de injusta, infere pânico à população, contribuindo ainda mais para sua ignorância com relação ao assunto, além de incentivar atos ilegais de abandono e maus tratos. Outra desculpa para a matança é que todos os animais recolhidos estão doentes, o que não é verdade. Eles, então, não merecem uma chance de serem curados?

4 . Em nome da saúde pública, atrocidades estão sendo cometidas pelos Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) em todo o Brasil, com denúncias de animais mortos em câmaras de descompressão(o animal fica até dez minutos agonizando para morrer sem ar), por injeção letal sem aplicação prévia de anestésico, com eletrochoques(são molhados os pisos dos canis e um fio desencapado é usado para o choque) e até a pauladas(filhotes morrem assim também).

5. A maneira como os animais são capturados pode causar mutilação e ferimentos. Estes animais não são tratados e morrem em agonia.

6. Os CCZs sacrificam animais lá entregues por seus próprios donos. Este fato lamentável ocorre por diversas razões, desde a falta de condições de pagar tratamento veterinário, até por que o animal velho está sendo substituído por um filhote. A Prefeitura está não só utilizando indevidamente o dinheiro do contribuinte. Abre portas para uma forma cômoda de descarte, incentivando o comportamento irresponsável.


O QUE ACONTECE COM OS CÃES NA CARROCINHA

1. Ele é laçado sem delicadeza e jogado dentro do caminhão de apreensão, onde já estão outros cachorros também assustados e machucados e que lutam com desespero para tentar escapar.

2. Chegando ao depósito de animais eles são colocados em sua gaiola coletiva, à espera de que seu dono vá buscá-los e pague uma taxa para retirá-los.

3. No segundo dia seu cachorro é levado para uma segunda gaiola e ainda aguarda sem comer e sem beber por estar traumatizado ou ferido. Há vários casos de canibalismo entre os animais por fome.

4. No terceiro dia ele é levado para a gaiola da morte, onde seus captores escolhem quais morrerão na câmara de vácuo e quais serão levados escolas de medicina veterinária e laboratórios, onde serão usados como cobaias em experimentos desnecessários e que só são incluídos nos currículos porque a carrocinha os captura. Esses animais usados em experimentos morrem após intensos sofrimentos.

5. Apelamos para que você não deixe seu cachorro na rua e nunca deixe seu portão aberto para que ele "dê uma voltinha".

6. Se for necessário que ele vá a rua, leve-o com você seguro por uma coleira e guia. Dentro de sua casa o cachorro está seguro, pois invasão de domicílio é crime punido por lei.

7. Caso seu cachorro desapareça, procure-o no mesmo dia e nos dias seguintes em depósitos de animais apanhados pela carrocinha.

Fonte: UIPA
CAVALOS E CARROÇAS

Os cavalos usados para puxar carroça são, na maioria das vezes, mal alimentados, mal ferrados, não recebem qualquer atendimento veterinário, sendo obrigados a trabalhar além de suas forças, mesmo doentes e famintos.

São maltratados com carga excessiva, horários exaustivos de trabalho. Alguns praticamente não tem repouso e, quando fraquejam, são açoitados, inclusive com instrumentos escolhidos para causar grande dor.

No trânsito, são conduzidos por vias de movimento, horários de pico, sujeitos a inúmeros acidentes. Muitas vezes são conduzidos por menores em flagrante desobediência às leis de trânsito e à legislação.

Quando não servem mais, são abandonados em beiras de ruas e estradas, acabam sendo atropelados ou morrem miseravelmente de fome e sede. Alguns são entregues à matadouros, quase na sua totalidade clandestinos, para um abate cruel e geralmente são repassados para o comércio como carne de boi.

O sacrifício de eqüinos, em alguns lugares do Brasil, é um processo cruel, anti-ético e ilegal. É aplicado choque elétrico, com os pólos colocados no focinho do animal e outro pólo introduzido no ânus ou utiliza-se veneno, espancamento ou morte por anoxia com produtos curariformes (o animal tem uma morte por paralisia dos músculos e não pode respirar ou manifestar qualquer sofrimento morrendo em agonia profunda, sentindo tudo que lhe acontece, pois está consciente).

Como ajudar: exija a fiscalização do Detran, já que os carroceiros desrespeitam o Código Nacional de Trânsito, chame um policial ao perceber que o animal não agüenta o peso, se está debilitado ou se está sendo mal tratado, e cite a Lei de nº 9.605/98 de Crimes Ambientais e escreva para jornais locais e para a Prefeitura.

Fonte: PEA

EXPERIÊNCIAS EM ANIMAIS

Milhões de animais são utilizados em pesquisas cientificas muitas vezes ineficazes, obsoletas e cruéis. Existem vários métodos alternativos.

Vivissecção é a dissecação de animais VIVOS para estudos e testes em animais expõem animais a substâncias químicas, geralmente sem anestésicos, podendo ou não envolver o ato da vivissecção. Alguns testes comuns:


Irritação dos Olhos:
Os produtos são aplicados diretamente nos olhos dos animais conscientes durante o período do teste que normalmente dura uma semana e os animais podem sofrer de dor extrema e mutilação e geralmente ocorre a cegueira. Para prevenir que os bichos arranhem os olhos, são imobilizados em suportes, de onde somente as suas cabeças se projetam. É comum que seus olhos sejam mantidos abertos permanentemente através de clips de metal que seguram suas pálpebras. O teste normalmente causa danos irreparáveis aos olhos dos animais, deixando-os ulcerados. No final do período eles são mortos para averiguar os efeitos internos das substâncias experimentadas. Os coelhos são os animais mais utilizados nos testes. No entanto, os olhos de coelho são um modelo pobre para olhos humanos.


Irritação da Pele:
Consiste em imobilizar o animal enquanto substâncias são aplicadas em peles raspadas e feridas (fita adesiva é pressionada firmemente na pele do animal e arrancada violentamente; repete-se esse processo até que surjam camadas de carne viva).


LD 50:
Teste para detectar qual a quantidade de substância que matará a metade do grupo de animais, num tempo pré-determinado, se ingerida ou inalada forçadamente ou, exposta de alguma maneira. Criado em 1920, serve para medir a toxicidade de certos ingredientes, é conduzido por alguns dias e utiliza 200 ou mais animais. Durante o período de teste, os animais sofrem dores angustiantes, convulsões, diarréia, supuração e sangramento nos olhos e boca. No fim, os animais que sobrevivem são sacrificados. Anualmente, cerca de 4 a 5 milhões de animais nos EUA são obrigados a inalar e a ingerir (por tubo inserido na garganta) loções para o corpo, pasta dental, amaciantes de roupa e outras substâncias potencialmente tóxicas


Testes de toxidade alcoólica e tabaco
Animais são obrigados a inalar fumaça e se embriagar, para que depois sejam dissecados.


Experimentos na área da psicologia
Estudo comportamental, incluindo privação da proteção materna, inflição de dor, afastar os animais da convivência de outros animais para a observação do medo, etc.


Experimentos armamentistas
Os animais são submetidos a radiação de armas químicas e biológicas, assim como a descargas de armas tradicionais. São expostos, ainda, a gases e são baleados na cabeça, para estudo da velocidade dos mísseis.


Pesquisas dentárias
Os animais são forçados a manter uma dieta nociva com açúcares, e hábitos alimentares errôneos para, ao final, adquirirem cáries e terem gengivas descoladas e a arcada dentária removida.


Teste de colisão
Os animais são lançados contra paredes de concreto. Babuínos, fêmeas grávidas e outros animais são arrebentados e mortos nesta prática.
PELES

Os seres humanos não têm o direito de torturar e matar outras espécies. Há milhares de anos, quando os homens ainda viviam em cavernas, era necessário usar peles de animais para garantir a sua sobrevivência. No inverno, uma das funções básicas do vestuário é manter-nos aquecidos. Existem vários tecidos que cumprem esta função e não prejudicam os animais. Usar peles por vaidade é um absurdo. Saiba mais sobre os 3 milhões e 500 mil animais que são sacrificados todos os anos em nome da vaidade humana.

Os métodos de criação e abate de animais são cruéis. Eles são mantidos em jaulas de tamanho inadequado, se auto mutilam e têm comportamento neurótico devido ao confinamento. Para não danificar a pele, há duas formas mais usuais de abate: a quebra da coluna cervical e a eletrocussão anal. Algumas vezes os animais ficam apenas atordoados e acordam enquanto estão sendo esfolados, sofrendo dores atrozes ainda vivos. Animais silvestres que têm seus membros presos em armadilhas sofrem tanta dor que literalmente comem suas patas para tentar escapar. Incapazes de comer, ingerir água ou de se defender contra predadores, passam dias presos. Muitos morrem antes mesmo do caçador chegar para coletá-los. Se sobrevivem, são mortos a pauladas para que se evite qualquer dano à pele.

Muitas pessoas usam a desculpa que alguns animais são criados e não caçados. A tortura é a mesma. S ão vários os animais abatidos para o mercada das peles, entre eles:

Pele de coelho: A França mata mais de 70 milhões de coelhos para a produção de peles. São mantidos em gaiolas sujas e pequenas e passam sua vida equilibrando-se precariamente nos finos arames de suas jaulas, nunca tendo a chance de cavar, pular ou brincar com animais de sua espécie.

Pele de foca: O Canadá autoriza o abate de filhotes de focas sob o pretexto de “controle populacional” pois seriam ameaça ao bacalhau. As focas se alimentam basicamente de lulas, que são predadores do bacalhau. Na verdade, os bluebacks, filhotes de menos de 12 dias mortos a marretadas, são o alvo preferido dos caçadores porque sua pele branca e macia tem alto valor comercial. Em 2005, a cota será de um milhão de focas.

Não compre peles e envie cartas e emails para estilistas que usam peles em suas coleções para que parem com esta prática. Deixe-os saber como você se sente sobre essa prática cruel.

Fonte: PEA

RINHAS

Existem rinhas de cães, de galos e até de canários.

Dois cães são colocados juntos para brigarem e a “luta” só termina quando o dono do cão desiste ou quando um animal morre. Cão de Rinha é um cão como outro qualquer, que foi “treinado e estimulado”, desde pequeno, para combater outro cão. É um cão que não teve escolha. Ele apenas APRENDEU o que o SEU DONO ENSINOU. Culpar o cão pelos atos do homem é o mesmo que condenar à prisão, um revólver usado em um crime.

As pessoas envolvidas em rinhas freqüentemente estão envolvidas também em outras atividades ilegais como jogos e tráfico de drogas. Muitos animais gravemente feridos são abandonados pelo seu dono após a rinha, pois os gastos na sua recuperação são geralmente altos.

Os galos são equipados com afiadas lâminas de metal e são forçados a lutar até a morte. Normalmente nos galpões usados para as rinhas, as aves são mantidas em caixas de madeira apertadas. Os galos ficavam em compartimentos minúsculos, sujos e mofados e recebem doses de anabolizantes. Os que sobrevivem às rinhas, muitas vezes, perderam as cristas, ficam cegos, e com vários cortes e hematomas graves.

A recuperação desses animais é muito difícil. Eles apresentam seqüelas (começaram bicar a si mesmos, os outros galos, pedras e tudo que vêem pela frente) depois de soltos por até um ano e meio. Nesse período, muitos morrem. Eles caem de lado e começam a convulsionar. A realidade é cruel demais.

Se você souber de casos de rinha, denuncie para o Ministério Público. Exija que a lei seja cumprida.
RITUAIS RELIGIOSOS

Devemos respeitar as religiões e estas devem respeitar o direito dos outros, inclusive os dos animais. Durante a Semana Santa, repete-se no país inteiro as práticas mais cruéis contra os animais, algumas pela ignorância de tipos fanáticos. Atos de crueldade contra animais: animais com os olhos vazados, com membros mutilados, animais menores costurados vivos dentro de animais maiores, animais com o focinho costurado, a boca repleta de nomes de desafetos dos feiticeiros, animais de ventre aberto, de coração arrancado, galinhas com pescoço rasgado, etc Os animais utilizados são, em via de regra: galos, cabritos, carneiros, pombos e galinhas da angola; machos e fêmeas, além de répteis. O abate é cortando o pescoço com faca. Após "imolar" o animal, cujo sangue é derramado, em local determinado, são retirados os "axés", que são as vísceras principais (moela, rim, pulmão, coração...) que serão cozidas ou fritas, colocados num oberó (prato de barro) e oferecidas aos orixás. A carne, será consumida normalmente pelas pessoas.

Os animais no candomblé são considerados simplesmente como oferendas aos orixás.

Fonte: Manual do Fala Bicho e Pea
RODEIOS

Os rodeios são promovidos como exercícios de coragem e valentia da habilidade humana em conquistar as bestas ferozes e indomadas do velho Oeste. Na realidade, os rodeios não são nada mais do que uma exibição manipulada do domínio humano sobre os animais, mal disfarçado de "entretenimento". O que começou no final do século XIX como um concurso de habilidades entre cowboys se transformou num show motivado por ganância e lucro.

Os eventos padrão de um rodeio incluem laçar um bezerro, corpo a corpo com um novilho, montar um cavalo e um touro sem arreios, selar um potro chucro e ordenhar uma vaca selvagem. Os organizadores de rodeios alegam que o animal trabalha apenas por oito segundos, como se não houvesse centenas de horas de treinos não supervisionados, muitas vezes, com o mesmo animal. Eles contestam também que os animais utilizados são selvagens e que pinoteiam por índole. Caso fosse verdade o sedem não seria necessário e o animal não pararia de pular após a retirada do mesmo.

- Laçada de bezerro: animal de apenas 40 dias é perseguido em velocidade pelo cavaleiro, sendo laçado e derrubado ao chão. Ocorre ruptura na medula espinhal, ocasionando morte instantânea. Alguns ficam paralíticos ou sofrem rompimento parcial ou total da traquéia.

- Laço em dupla/team roping: dois cowboys saem em disparada, sendo que um deve laçar a cabeça do animal, e o outro as pernas traseiras. Em seguida os peões esticam o boi entre si, resultando em ligamentos e tendões distendidos, além de músculos machucados.

- Bulldog: dois cavaleiros, em velocidade, ladeiam o animal que é derrubado por um deles, segurando pelos chifres e torcendo seu pescoço.

As ferramentas usadas são:

Sedem: artefato de couro ou crina que é amarrado ao redor do corpo do animal (sobre pênis ou saco escrotal) e que é puxado com força no momento em que o animal sai à arena. Objetos.

Peiteira e sino: consiste em outra corda ou faixa de couro amarrada e retesada ao redor do corpo, logo atrás da axila com sino que estressa pelo barulho que produz à medida em que o animal pula.

Esporas: às vezes pontiagudos, são aplicados pelo peão tanto na região do baixo-ventre do animal como em seu pescoço, provocando lesões e perfuração do globo ocular.

Choques elétricos e mecânicos: aplicados nas partes sensíveis do animal antes da entrada à arena.

Fonte: Apasfa e Pea
TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES

O tráfico de animais silvestres no Brasil representa a terceira maior atividade ilícita do mundo, em termos de recursos mobilizados, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas.

É um tanto difícil calcular o quanto o tráfico de animais silvestres movimenta por ano no mundo, por ser uma atividade ilícita, mas conforme alguns dados, estima-se que alcance U$ 10 bilhões/ano. No Brasil certamente podemos falar em torno de 10 a 15% do comércio mundial, ou seja, o equivalente a U$ 1 a 1,5 bilhões/ano.

Dos animais silvestres comercializados no Brasil, estima-se que 30% são exportados. O principal fluxo de comercio ilegal nacional dirige-se da região Nordeste para a região Sudeste, precisamente o eixo Rio-São Paulo.

Os animais, principalmente aves, vêm socados dentro de caixas de sapato e malas onde permanecem por horas a fio sem água e quase sem ar. Para driblarem a angústia, o medo e a agitação do animal praticam todo tipo de tortura e crueldade , como a mutilação, cegueira e administração de calmantes e bebidas alcoólicas. A maioria dos animais morre. Muitos animais são ainda filhotes.

Não compre animais silvestres e denuncie: ligando para Linha Verde-Ibama 0800-618080 ou nas delegacias de meio ambiente, polícia militar e federal.

Fonte: SOS Fauna e Pea

TRÁFICO DE ANIMAIS SILVESTRES

O tráfico de animais silvestres no Brasil representa a terceira maior atividade ilícita do mundo, em termos de recursos mobilizados, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas.

É um tanto difícil calcular o quanto o tráfico de animais silvestres movimenta por ano no mundo, por ser uma atividade ilícita, mas conforme alguns dados, estima-se que alcance U$ 10 bilhões/ano. No Brasil certamente podemos falar em torno de 10 a 15% do comércio mundial, ou seja, o equivalente a U$ 1 a 1,5 bilhões/ano.

Dos animais silvestres comercializados no Brasil, estima-se que 30% são exportados. O principal fluxo de comercio ilegal nacional dirige-se da região Nordeste para a região Sudeste, precisamente o eixo Rio-São Paulo.

Os animais, principalmente aves, vêm socados dentro de caixas de sapato e malas onde permanecem por horas a fio sem água e quase sem ar. Para driblarem a angústia, o medo e a agitação do animal praticam todo tipo de tortura e crueldade , como a mutilação, cegueira e administração de calmantes e bebidas alcoólicas. A maioria dos animais morre. Muitos animais são ainda filhotes.

Não compre animais silvestres e denuncie: ligando para Linha Verde-Ibama 0800-618080 ou nas delegacias de meio ambiente, polícia militar e federal.

Fonte: SOS Fauna e Pea
VITELA

Milhares de bezerros são mortos, criados em gaiolas minúsculas para que não desenvolvam nem enrijeçam músculos, a fim de serem abatidos e vendidos como VITELA ou BABY BEEF, que é considerada uma carne nobre por sua maciez.

Vitela ou Baby Beef – o que você não vê:
Sendo uma carne alva, tenra e considerada deliciosa, a vitela é apreciada em todo o mundo. Conseqüentemente, é uma das comidas mais caras que se conhece, o que estimula a ambição dos criadores, em sua ânsia por lucros. Assim que nascem, as pequenas vacas são retiradas da presença da mãe e isoladas em compartimentos individuais onde recebem um banho frio e passam a se alimentar com leite fornecido não em tetas, mas em recipientes ou canaletas. O ato de sugar, importante para esses pequenos seres, não lhes é permitido, o que produz um alto índice de ansiedade. Costumam então sugar qualquer coisa que lhes é dada, como dedos, pontas de roupas, etc.


Confinamento:
Sua carne deve ser branca e macia. Para isso é necessário que os músculos dos animais não se tornem avermelhados, como os tecidos de vacas adultas. A técnica de produção da vitela mostra que é preciso evitar a atividade muscular para impedir a oxigenação dos músculos. Para isso, os animais devem ser mantidos em pequenas celas que impeçam seus movimentos. Depois de um tempo, os animais são forçados a permanecer em pequenos currais individuais onde somente conseguem ficar de pé com o pescoço virado para a direita ou para a esquerda. Em dias alternados, funcionários mudam a cabeça do animal cada dia para um lado. Raramente têm a cabeça voltada para frente com o pescoço esticado, pois isso permitiria a movimentação dos músculos do pescoço. Esse processo é mais comum algumas semanas depois do nascimento.


Alimentação:
Ainda para evitar o tingimento dos músculos, os bebês são forçados a uma dieta completamente isenta de ferro, o que lhes provoca uma fraqueza profunda. A ausência do mineral em seus corpos produz uma grande ansiedade por tudo aquilo que possa conter ferro, mas até a água que lhes é fornecida é desmineralizada, Por isso os animais lambem pregos e material metálico das celas e até mesmo sua própria urina.
Fonte: Rancho dos Gnomos e Pea

QUEM ACHAR QUE PRECISA CONFIRMAÇÃO, VÁ NO SITE DA SOAMA:
http://www.soama.org.br/crueldade_abatedouros.shtml

ESTAMOS FICANDO CIVILIZADOS! 28/04/09 - 18h09 - Atualizado em 28/04/09 - 18h13 Carroceiro é condenado por maus-tratos a cavalo em SCSA

Pena de 4 meses de prisão será substituída por prestação de serviços.
Veterinário constatou que animal tinha anemia e estava sem ferraduras

Um carroceiro foi condenado a quatro meses de prisão e pagamento de multa por maus-tratos a um cavalo que ele utilizava durante o trabalho, em Florianópolis. O juiz Samir Oseas Saad permitiu que a pena fosse substituída por prestações de serviços à comunidade na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) pelo mesmo período da condenação.


De acordo com o processo, o homem fazia um frete com sua carroça em abril de 2008 usando dois cavalos, quando um dos animais caiu no chão e não conseguiu mais se levantar.

Um veterinário constatou que o animal estava com anemia, sem ferraduras e com sinais de maus-tratos. O bicho havia sido espancado para se levantar, mas não conseguiu.

Na época, o animal foi recolhido e encaminhado à Coordenadoria do Bem-Estar Animal para atendimento.

Cabe recurso.

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1101702-5598,00-CARROCEIRO+E+CONDENADO+POR+MAUSTRATOS+A+CAVALO+EM+SC.html


É SSIM QUE SE COMEÇA A FAZER O HOMEM RESPEITAR OS ANIMAIS

sábado, 25 de abril de 2009

Mulher devolve dinheiro encontrado na rua em Vitória

Ela achou mais de 530 euros, além de R$ 600, dólares e cartões de crédito.
Objetos pertenciam a comerciante que foi assaltada.

Uma mulher achou na rua, em Vitória, duas carteiras e uma bolsa contendo pouco mais de 530 euros, além de R$ 600, alguns dólares, cartões de crédito e documentos pessoais, na sexta-feira (24). Ela procurou a polícia para devolver tudo.

Alzinete Ferreira contou que encontrou os objetos pouco depois de sair do trabalho, quando parou o carro em um congestionamento. “Eu percebi que ao lado da porta estavam jogadas duas carteiras e uma bolsa preta. Quando eu abri a bolsa, vi que tinha dinheiro. Então, eu tinha que entregar aquilo da melhor forma possível”, disse.

Segundo a polícia, as carteiras e a bolsa estavam perto de um ponto de ônibus. O material havia sido roubado de uma comerciante na manhã de sexta-feira.

A comerciante conheceu Alzinete na delegacia e agradeceu pela devolução do dinheiro e dos documentos. “Eu fiquei emocionada por entregar uma coisa que não é minha”, disse Alzinete.

Do G1, em São Paulo, com informações da TV Gazeta de Vitória

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1098054-5598,00-MULHER+DEVOLVE+DINHEIRO+ENCONTRADO+NA+RUA+EM+VITORIA.html

terça-feira, 21 de abril de 2009

Que mídia é essa?????

Desde o último post, não encontrei em todos os principais jornais on-line que acompanho uma única notícia que não fosse catastrófica! Vamos mal.....

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Aqui, a violência não entra

Comunidade, equipe unida e aprendizagem. Com esses ingredientes, três escolas construíram uma barreira contra a violência sem precisar de grades, cadeados e câmeras

Gustavo Heidrich (gustavo.oliveira@abril.com.br)

Os muros pichados e os vidros quebrados são apenas o cenário de um drama presente em muitas escolas. Enquanto do lado de fora o tráfico de drogas e as gangues envolvidas com roubos e homicídios pressionam para entrar - e não raro encontram brechas -, do lado de dentro alunos e professores são agentes e vítimas de agressão física e verbal e de uma lista enorme de atos violentos.

Alguns acreditam que a solução é trancar-se, isolando- se do mundo exterior com grades reforçadas e portões cada vez mais altos, cadeados e câmeras de vídeo. Essas barreiras, embora deem a sensação de segurança, não resolvem o problema. Ao contrário, deixam a instituição ainda mais acuada, com professores amedrontados e gestores intimidados.

A população, apreensiva com os frequentes casos divulgados pela mídia, coloca a preocupação com a integridade dos filhos acima das questões de aprendizagem. Pesquisa realizada com 2.002 pessoas em 141 municípios brasileiros e divulgada em março pelo Movimento Todos pela Educação aponta que metade dos entrevistados tem a sensação de que a falta de segurança nas escolas é o principal problema do sistema educacional do país (a baixa qualidade do ensino ocupa a terceira posição).

As instituições que venceram a violência, em vez de se isolarem e culparem o entorno pelo baixo desempenho dos alunos, investiram na consolidação de uma equipe unida e determinada, na formação de professores, na aproximação com a comunidade e no acompanhamento dos jovens usuários de drogas ou com dificuldades de aprendizagem. Com isso, criaram uma barreira muito mais duradoura e eficiente do que a formada por grades e cadeados.

No jargão dos especialistas, a violência resultante de atos criminosos é chamada de “dura”. No ambiente escolar, ela costuma estar relacionada a um entorno inseguro. Em situações extremas, armas e drogas invadem as salas de aula – e isso é mais comum do que muitos imaginam. Levantamento feito em 2006 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em cinco capitais brasileiras mostra que, entre os alunos, 69,4% já presenciaram roubos e 34,8% viram amigos portando armas. Entre os professores e funcionários, 55,8% presenciaram invasões e 14% testemunharam tráfico de drogas dentro de suas unidades.

A EM Expedicionário Aquino de Araújo, no Rio de Janeiro, viveu essa realidade. Em 2002, ela ganhou as páginas dos jornais quando o professor de Educação Física Alberto Vasconcellos foi assassinado por traficantes na secretaria da escola. Na época, a reprovação atingia 25% dos cerca de 2 mil estudantes e a taxa de evasão beirava os 20%. Fora dela, roubos e tráfico de drogas eram frequentes. Porém, depois de quatro anos de ação firme dos gestores – com projetos didáticos que relacionam aprendizagem e combate à violência, monitoramento dos estudantes usuários de drogas e daqueles com baixo rendimento –, a Aquino de Araújo vem enfrentando a insegurança com sucesso (leia mais no quadro abaixo).


Escola e comunidade

EM EXPEDICIONÁRIO AQUINO DE ARAÚJO. Foto: Marcelo Correa

EM EXPEDICIONÁRIO AQUINO DE ARAÚJO

Número de alunos
2 mil

IDEB 2007 (anos finais)
Escola: 2,9
Município: 2,7
Estado: 3,5

Foto: Marcelo Correa

Localizada entre duas comunidades de baixa renda de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a EM Expedicionário Aquino de Araújo convive com a violência dura originária do tráfico de drogas. Há alguns anos, o comércio era livre nos portões da unidade e muitos alunos se tornaram usuários.

A situação atingiu seu pior momento em 2002, quando o professor de Educação Física Alberto Vasconcellos foi morto a facadas depois de pedir aos traficantes que se afastassem. A primeira ação da equipe gestora, comandada por Naise Martins, foi fazer uma parceria com a Secretaria de Assistência Social para mapear os jovens usuários de drogas e álcool e encaminhá-los para a recuperação. Ao mesmo tempo, dentro das salas de aula, a orientação era desenvolver projetos didáticos que valorizassem a origem e a identidade dos estudantes. Um deles foi o Repensando a Negritude (foto), em que lutas e conquistas dos afro-descendentes uniram a aprendizagem sobre a importância dos povos africanos na história do Brasil (já que 80% dos estudantes são negros) à quebra de preconceitos.

Um questionário e conversas com as famílias foram os instrumentos usados para conhecer a realidade do entorno e direcionar a formação dos professores para lidar com suas origens e culturas. Atividades como festivais de música e poesia, feiras de ciência, olimpíada de Matemática e uma gincana cultural sobre a cidade de Duque de Caxias atraíram os pais e a comunidade para a Aquino de Araújo. A mudança de clima inibiu os traficantes que ficavam nos portões e reduziu a taxa de evasão. “Conversamos com os estudantes sobre tudo, até sobre a roupa com que eles vêm para a aula e a maneira como se expressam, sem discriminar ninguém, mas procurando mostrar respeito e fazendo com que também eles respeitem os outros”, diz Naise.

O caminho mais eficaz para combater a violência dura é a integração com a comunidade, que passa a respeitar o papel social da escola (ensinar) e a reconhecer que aquele espaço é de todos. “De vítima, ela passa a ser parceira do bairro e das famílias”, afirma Ana Maria Leite, pesquisadora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. A aproximação pode começar com o diálogo com os pais. Envolvê-los no acompanhamento da aprendizagem, dos êxitos e das dificuldades dos filhos é tarefa dos gestores e ajuda a romper o empurra-empurra sobre a responsabilidade pelo sucesso (ou o fracasso) escolar.

Outra frente bastante eficaz, segundo os especialistas, são atividades esportivas e culturais, que podem ser feitas em parcerias que articulem o trabalho extracurricular com a aprendizagem de conteúdos e valorizem a história e a cultura locais.

Mais do que disponibilizar o espaço físico para a comunidade, é preciso ultrapassar os limites dos muros escolares. “O diretor tem de estar presente nas tarefas cotidianas, visitar a casa dos alunos, conversar com os grupos e associações comunitárias, procurar parceiros e estimular professores e funcionários a fazer o mesmo”, afirma Kátia Freitas, consultora do Programa de Capacitação a Distância para Gestores Escolares. Contudo, existem limites para essa aproximação. Negociar com traficantes e bandidos, por exemplo, não é função dos gestores. “Nesses casos, o melhor é buscar apoio na Secretaria de Educação e nas instituições públicas de segurança, além do Conselho Escolar”, aconselha Roberta Panico, coordenadora pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária e consultora de NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR.

Quando a escola é agressora

O bom convívio com o entorno ameniza os atos violentos, mas não resolve diretamente a agressão que a própria escola pratica. Essa violência é chamada de simbólica pelos especialistas: “Um espaço depredado, o professor que abandona o aluno ao faltar e um sistema disciplinar e de avaliação repressivos são parte desse problema”, aponta Bernard Charlot, professor da Universidade de Paris 8. Já a violência na convivência escolar é chamada de microviolência. “Ela se manifesta nas relações entre os alunos e entre eles e os professores, em ações como ofensas, discriminação e bullying”, analisa Miriam Abramovay, do Observatório Ibero-Americano de Violências nas Escolas.

A EMEF Comandante Garcia D’Ávila, na capital paulista, viveu uma situação semelhante e percebeu que parte da solução estava em olhar para si mesma. A chave para a mudança foi a união da equipe liderada pelo então diretor Waldir Romero (leia mais no quadro ao lado). A origem da violência simbólica e da microviolência geralmente está no fracasso da função principal da escola: a de ensinar. A frustração do aluno que não avança e a do professor que não atinge seus objetivos geram tensão no ato pedagógico”, afirma Charlot. O caminho é investir na gestão da aprendizagem, na formação de professores e funcionários e na gestão participativa (saiba mais sobre esse tema na entrevista com Heloísa Lück).

A força da equipe

EMEF GARCIA D'ÁVILA. Foto: Christian Parente

EMEF GARCIA D'ÁVILA

Número de alunos
980

IDEB 2007 (anos iniciais)
Escola: 4,2
Município: 4,5
Estado: 4,8

IDEB 2007 (anos finais)
Escola: 4,8
Município: 3,8
Estado: 4,1

Foto: Christian Parente

Os 13 anos de convivência ininterrupta da equipe gestora da EMEF Garcia D’Ávila, no bairro do Parque Peruche, na capital paulista, transformaram a escola, conhecida por “maloquinha”, numa referência de bom ensino. O diretor Pedro Paulo Poudzius (de barba), Luiza Harumi e Luciana Sacchi, coordenadoras pedagógicas, e Waldir Romero, ex-diretor, começaram a trabalhar juntos em 1996. Waldir saiu no ano passado e Pedro Paulo assumiu seu lugar. “A Educação é um processo de longa duração e o sucesso está ligado à permanência e ao compartilhamento de um projeto de escola, senão vira um recomeçar constante”, afirma Luciana. Conscientes de que a escola não estava ensinando os alunos e a infraestrura não era nada acolhedora, a equipe promoveu reformas físicas e mudanças na gestão da aprendizagem. Uma sala foi transformada em apoio pedagógico para a alfabetização e passaram a existir turmas de reforço em Língua Portuguesa e Matemática. Professores e gestores se uniram em grupos para acompanhar individualmente os alunos com dificuldades, num projeto batizado de “adoção”, em que todos checam os cadernos, as avaliações e outros elementos que possam atrapalhar o desenvolvimento cognitivo.

Parcerias com empresas e organizações não-governamentais viabilizaram programas de formação continuada e o acompanhamento psicológico dos alunos. Para vencer o entorno inseguro, a equipe apostou no esporte, na cultura e na valorização da história do bairro. As ações reduziram a depredação, eliminaram as invasões e transformaram a Garcia D’Ávila num espaço valorizado. O reencontro de Romero com os ex-colegas para tirar a foto acima foi marcado pelo saudosismo e pelo orgulho do dever cumprido. “Quando um ex-aluno me disse que fazia questão que a filha dele estudasse no Garcia, percebi que tínhamos chegado lá”, diz o ex-diretor.

“Isso não significa acabar com os conflitos, que são uma discordância sadia de ideias e podem se manifestar sem violência”, destaca Reinaldo Nobre, professor da Universidade da Amazônia. No outro extremo do país, em Florianópolis, a EE Hilda Teodoro Vieira usou justamente o debate para superar a violência. Ela era palco de preconceitos e discussões que se transformavam em agressões físicas entre alunos e professores. O aluno Zeca, personagem da novela Caminho das Índias, da TV Globo, também é uma faceta do preconceito social e da falta de limites. Sempre acobertado pelo pai, o garoto não vê barreiras para ofender e agredir professores e colegas.

Na vida real, a Hilda Teodoro superou essa questão, ao investir na gestão colaborativa e na formação de mediadores de conf lito. A escola quase dobrou seu Índice de Desenvolvimento da Educação Básica em apenas dois anos (leia mais no quadro abaixo).

Manter um clima favorável à Educação apesar do entorno violento é uma ação de longo prazo. Cabe à equipe gestora reconhecer a existência da violência e buscar a melhor maneira de combatê-la. Uma direção que compartilha decisões, uma coordenação pedagógica atuante na formação dos professores e uma orientação educacional que atua para resolver os problemas de alunos, familiares e professores são o primeiro passo para fechar as portas da escola para a violência, mas deixá-las sempre abertas para a aprendizagem e para a paz.

Mediadores da paz

EE HILDA TEODORO VIEIRA. Foto: Edu Lyra

EE HILDA TEODORO VIEIRA

Número de alunos
600 alunos

IDEB 2007 (anos iniciais)
Escola: 5,8
Município: 4,6
Estado: 4,7

IDEB 2007 (anos finais)
Escola: 2,7
Município: 3,9
Estado: 4,1

Foto: Edu Lyra

O recreio na EE Hilda Teodoro Vieira, em Florianópolis, costumava ter mais do que brincadeiras de corda e amarelinha: não faltavam brigas e agressões verbais. Localizada entre um bairro de classe média e outro pobre, a escola sofria com a discriminação entre os alunos. Uma parceria com a ONG Universidade da Paz (Unipaz) ajudou a equipe gestora a transformar estudantes briguentos em agentes da paz – e a envolver professores e funcionários nessa batalha antiviolência. Todos são preparados para mediar conflitos usando o diálogo e jogos cooperativos. No dia-a-dia, a gestão participativa é a tônica. “Os conselhos administrativo, de classe e de segurança têm representantes de pais, alunos e funcionários. Assim, desde as questões pedagógicas até o modelo da ronda escolar são decididos coletivamente”, afirma a diretora, Viviane Poeta. Fora da escola, a equipe fechou uma parceria com a associação comercial do bairro para oferecer aulas de robótica e outra com a Universidade Federal de Santa Catarina para a formação continuada dos professores. Completam a lista de ações colaborativas as atividades esportivas e um dia para os pais, em que eles acompanham a aprendizagem dos filhos. Graças à capacitação em serviço, o corpo docente começou a incluir o debate sobre a realidade social dos estudantes e a criar projetos didáticos que valorizem tanto os conteúdos como a convivência pacífica. O resultado veio na melhora no Índice de Desenvolvimento Básico (Ideb). De 2005 para 2007, ele saltou de 3,3 para 5,8 nos anos iniciais do Ensino Fundamental – o que tornou a Hilda Teodoro Vieira a melhor do estado e a sexta em todo o país. “O trabalho da gestão se concretiza quando chega à sala de aula, fazendo com que o professor aperfeiçoe suas formas de ensinar”, diz Solange Foresti, professora de História e voluntária de oficinas de Arte.

Quer saber mais?

CONTATOS
EEB Hilda Teodoro Vieira
, R. Lauro Linhares, 560, 88036-000, Florianópolis, SC, tel. (48) 3333-0747
EMEF Comandante Garcia D´Ávila, R. Armando Coelho da Silva, 859, 02539-000, São Paulo, SP,
tel. (11) 2239-1197
EM Expedicionário Aquino de Araújo, R. General Manoel Rabelo, 593, 25065-050, Duque de Caxias, RJ, tel. (21) 2771-5591

BIBLIOGRAFIA
Relações Sociais e Violências nas Escolas
, Reinaldo Nobre Pontes (coord.), 151 págs., Ed. Unama, tel. (91) 4009-3279, 20 reais
Cotidiano das escolas: entre violências, Miriam Abramovay (coord.), 403 págs., Ed. UNESCO, disponível em www.brasilia.unesco.org/publicacoes/livros/cotidianodasescolas

http://revistaescola.abril.uol.com.br/gestao-escolar/diretor/aqui-violencia-nao-entra-448716.shtml

quinta-feira, 9 de abril de 2009

BOAS NOVAS

Cidadezinha do Espírito Santo comemora índices de tranquilidade

Quinta-feira, 09/04/2009

Neste mês, faz sete anos que Dores do Rio Preto não sabe o que é um homicídio. Todo mundo anda sem medo pelas ruas. Os moradores se orgulham da calmaria e do sossego do local. Veja vídeo:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM997960-7823-CIDADEZINHA+DO+ESPIRITO+SANTO+COMEMORA+INDICES+DE+TRANQUILIDADE,00.html

Meio Ambiente: Carta do Chefe Seattle

Esta carta, que é tão divulgada, teria sido escrita por Ted Perry, no final dos anos 70's, para um filme chamado "Home", que foi produzido nos EUA pela Convenção Batista do Sul. Mas vale pelo que ele já falava sobre o meio ambiente. Seria uma carta escrita pelo Chefe índio Seattle ao presidente Franklyn Pierce, em resposta a uma tentativa deste de comprar grandes áreas da tribo:

Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa idéia nos parece estranha. Se não possuímos o frescor do ar e o brilho da água, com é possível comprá-los? Cada pedaço desta terra é sagrada para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra da floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das arvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia, são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do potro e o homem - todos pertencem a mesma família.
Portanto Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede muito de nós. O Grande Chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não será fácil. Essa terra é sagrada para nós.
Essa água brilhante que escorre nos riachos não é apenas água, mas o sangue de nossos antepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se que ela é sagrada e devem ensinar às suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e lembranças da vida de meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos e saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos irmãos e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele, tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
Não há lugar quieto na cidade do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar das flores na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez porque eu sou um selvagem e não compreenda. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode ouvir o canto solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa à noite? Eu sou um homem vermelho e não compreendo.
O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o próprio verão limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro - o animal, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro. Mas se vendermos nossa terra ao homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro aspirar também recebe seu último suspiro. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sagrada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o vento açucarado pelas flores dos prados.
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei uma condição, o homem branco deve tratar os animais dessa terra como irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apodrecendo na planîcie, abandonados pelo homem branco que o alvejou de um trem ao passar. Eu sou um selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo, que sacrificamos somente para permanecermos vivos.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem os homens morreriam de uma grande solidão de espírito. Pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em tudo.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respeitem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra, acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisa estão ligadas como o sangue que une a família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.
Mesmo o homem branco cujo Deus caminha e fala como ele de amigo para amigo, não pode estar isento do destino comum. É possível que sejamos irmãos, apesar de tudo. Veremos. De uma coisa estamos certos e o homem branco poderá vir a descobrir um dia: nosso Deus é o mesmo Deus. Ele é o Deus do homem, e Sua compaixão é igual para o homem vermelho e para o homem branco. A terra lhe é preciosa, e ferí-la é desprezar seu criador. Os brancos também passarão; talvez mais cedo que todas as tribos. Contaminem suas camas, e uma noite serão sufocados pelos próprios dejetos.
Mas quando de sua desaparição, vocês brilharão intensamente, iluminados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e por alguma razão especial lhes deu o domínio sobre o homem vermelho. Esse destino é um mistério para nós, pois não compreendemos que todos os búfalos sejam exterminados, os cavalos sejam todos domados, os recantos secretos da floresta densa impregnados do cheiro de muitos homens, e a visão dos morros obstruídos por fios que falam. Onde está o arvoredo? Desapareceu. Onde está a águia?

Desapareceu. É o final da vida e o início da sobrevivência.




Estatuto do Idoso

A Lei nº 10.741, de 01 out. 2003, aprovou o Estatuto do Idoso (pessoas com idade igual ou superior a 60 anos).

São direitos fundamentais do idoso:

1) direito à vida;

2) direito à liberdade, ao respeito e à dignidade;

3) direito aos alimentos;

4) direito à saúde;

5) direito à educação, cultural, esporte e lazer (desconto de pelo menos 50% nos ingressos nos eventos);

6) direito ao exercício de atividade profissional;

7) direito à previdência social;

8) direito à assistência social;

9) direito à moradia digna;

10) direito ao transporte (gratuidade dos transportes coletivos públicos urbanos e semi-urbanos aos maiores de 65 anos).

Dispõe o art. 230 da Constituição Federal:

Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.

http://www.newton.freitas.nom.br/artigos.asp?cod=359

Declaração dos Direitos da Criança

Adotada pela Assembléia das Nações Unidas de 20 de novembro de 1959 e ratificada pelo Brasil.

PREÂMBULO

VISTO que os povos da Nações Unidas, na Carta, reafirmaram sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, e resolveram promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla,

VISTO que as Nações Unidas, na Declaracão Universal dos Direitos Humanos, proclamaram que todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição,

VISTO que a criança, em decorrência de sua imaturidade física e mental, precisa de proteção e cuidados especiais, inclusive proteção legal apropriada, antes e depois do nascimento,

VISTO que a necessidade de tal proteção foi enunciada na Declaração dos Direitos da Criança em Genebra, de 1924, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos estatutos das agências especializadas e organizações internacionais interessadas no bem-estar da criança,

Visto que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,

ASSIM, A ASSEMBLÉIA GERAL

PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as melhores em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam este direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:

PRINCÍPIO 1º

A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer exceção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.

PRINCÍPIO 2º

A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal, em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objetivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.

PRINCÍPIO 3º

Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.

PRINCÍPIO 4º

A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e proteção especial, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.

PRINCÍPIO 5º

À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.

PRINCÍPIO 6º

Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-á, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afeto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.

PRINCÍPIO 7º

A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.

Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.

Os melhores interesses da criança serão a diretriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.

A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.

PRINCÍPIO 8º

A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro.

PRINCÍPIO 9º

A criança gozará proteção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.

Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

PRINCÍPIO 10º

A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

Declaração Universal dos Direitos Humanos

A Declaração Universal dos Direitos Humanos é um dos documentos básicos das Nações Unidas e foi assinada em 1948. Nela, são enumerados os direitos que todos os seres humanos possuem.

Preâmbulo

Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo,

Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os todos gozem de liberdade de palavra, de crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do ser humano comum,

Considerando ser essencial que os direitos humanos sejam protegidos pelo império da lei, para que o ser humano não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão,

Considerando ser essencial promover o desenvolvimento de relações amistosas entre as nações,

Considerando que os povos das Nações Unidas reafirmaram, na Carta da ONU, sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano e na igualdade de direitos entre homens e mulheres, e que decidiram promover o progresso social e melhores condições de vida em uma liberdade mais ampla,

Considerando que os Estados-Membros se comprometeram a promover, em cooperação com as Nações Unidas, o respeito universal aos direitos e liberdades humanas fundamentais e a observância desses direitos e liberdades,

Considerando que uma compreensão comum desses direitos e liberdades é da mais alta importância para o pleno cumprimento desse compromisso,

agora portanto,

A Assembléia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos

como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universal e efetiva, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Artigo I.
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Artigo II.
1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Artigo III.
Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo IV.
Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Artigo V.
Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Artigo VI.
Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo VII.
Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo VIII.
Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Artigo IX.
Ninguém será arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo X.
Todo ser humano tem direito, em plena igualdade, a uma justa e pública audiência por parte de um tribunal independente e imparcial, para decidir sobre seus direitos e deveres ou do fundamento de qualquer acusação criminal contra ele.

Artigo XI.
1. Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa.
2. Ninguém poderá ser culpado por qualquer ação ou omissão que, no momento, não constituíam delito perante o direito nacional ou internacional. Também não será imposta pena mais forte do que aquela que, no momento da prática, era aplicável ao ato delituoso.

Artigo XII.
Ninguém será sujeito à interferência em sua vida privada, em sua família, em seu lar ou em sua correspondência, nem a ataque à sua honra e reputação. Todo ser humano tem direito à proteção da lei contra tais interferências ou ataques.

Artigo XIII.
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de locomoção e residência dentro das fronteiras de cada Estado.
2. Todo ser humano tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar.

Artigo XIV.
1. Todo ser humano, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países.
2. Este direito não pode ser invocado em caso de perseguição legitimamente motivada por crimes de direito comum ou por atos contrários aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XV.
1. Todo homem tem direito a uma nacionalidade.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.

Artigo XVI.
1. Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. Gozam de iguais direitos em relação ao casamento, sua duração e sua dissolução.
2. O casamento não será válido senão com o livre e pleno consentimento dos nubentes.
3. A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e tem direito à proteção da sociedade e do Estado.

Artigo XVII.
1. Todo ser humano tem direito à propriedade, só ou em sociedade com outros.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua propriedade.

Artigo XVIII.
Todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, em público ou em particular.

Artigo XIX.
Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e idéias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.

Artigo XX.
1. Todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica.
2. Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.

Artigo XXI.
1. Todo ser humano tem o direito de fazer parte no governo de seu país diretamente ou por intermédio de representantes livremente escolhidos.
2. Todo ser humano tem igual direito de acesso ao serviço público do seu país.
3. A vontade do povo será a base da autoridade do governo; esta vontade será expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal, por voto secreto ou processo equivalente que assegure a liberdade de voto.

Artigo XXII.
Todo ser humano, como membro da sociedade, tem direito à segurança social, à realização pelo esforço nacional, pela cooperação internacional e de acordo com a organização e recursos de cada Estado, dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e ao livre desenvolvimento da sua personalidade.

Artigo XXIII.
1. Todo ser humano tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego.
2. Todo ser humano, sem qualquer distinção, tem direito a igual remuneração por igual trabalho.
3. Todo ser humano que trabalha tem direito a uma remuneração justa e satisfatória, que lhe assegure, assim como à sua família, uma existência compatível com a dignidade humana e a que se acrescentarão, se necessário, outros meios de proteção social.
4. Todo ser humano tem direito a organizar sindicatos e a neles ingressar para proteção de seus interesses.

Artigo XXIV.
Todo ser humano tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas.

Artigo XXV.
1. Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e a sua família, saúde e bem-estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.
2. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio gozarão da mesma proteção social.

Artigo XXVI.
1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Artigo XXVII.
1. Todo ser humano tem o direito de participar livremente da vida cultural da comunidade, de fruir das artes e de participar do progresso científico e de seus benefícios.
2. Todo ser humano tem direito à proteção dos interesses morais e materiais decorrentes de qualquer produção científica literária ou artística da qual seja autor.

Artigo XXVIII.
Todo ser humano tem direito a uma ordem social e internacional em que os direitos e liberdades estabelecidos na presente Declaração possam ser plenamente realizados.

Artigo XXIX.
1. Todo ser humano tem deveres para com a comunidade, na qual o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade é possível.
2. No exercício de seus direitos e liberdades, todo ser humano estará sujeito apenas às limitações determinadas pela lei, exclusivamente com o fim de assegurar o devido reconhecimento e respeito dos direitos e liberdades de outrem e de satisfazer as justas exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar de uma sociedade democrática.
3. Esses direitos e liberdades não podem, em hipótese alguma, ser exercidos contrariamente aos objetivos e princípios das Nações Unidas.

Artigo XXX.
Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada como o reconhecimento a qualquer Estado, grupo ou pessoa, do direito de exercer qualquer atividade ou praticar qualquer ato destinado à destruição de quaisquer dos direitos e liberdades aqui estabelecidos.